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ONU alerta: extremos climáticos amaçam espécie humana

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Os extremos climáticos já são considerados normais e representam uma ameaça à espécie humana. Esse é o recado que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon deu as representantes de mais de 190 países reunidos em Doha, no Catar, para a Conferência do Clima, a COP-18.
 
Com o intuito de tentar destravar as negociações, o dirigente pediu ações conjuntas de todos os presentes para enfrentar os crescentes desafios das mudanças climáticas.
 
"Ninguém é imune à mudança climática, nem ricos nem pobres. É um desafio existencial para toda a raça humana, o nosso modo de vida, nossos planos para o futuro. "Nós, coletivamente, somos o problema. Então, devemos ter as soluções. Se agirmos em conjunto com o propósito claro, podemos enfrentar este desafio", afirmou Ban Ki-moon.
 
A conferência termina no dia 7 e entre os seus principais objetivos está a aprovação de uma nova etapa para o Protocolo de Quioto, que vence no fim deste mês. O protocolo é único acordo internacional que fixa metas para países desenvolvidos de redução das emissões de gases de efeito estufa.
 
"O Protocolo de Quioto continua o mais próximo que temos de um acordo global climático vinculante. Ele deve continuar. É uma fundação para se construir. Sua continuação em 1º de janeiro de 2013 irá mostrar que os governos continuam comprometidos com um regime climático mais forte", disse o dirigente da ONU.
 
Ban espera que os governos demonstrem, sem ambiguidade, que as negociações de um instrumento global e vinculante para enfrentar as mudanças climáticas continuam ativas, além de mostrar como pretendem agir sobre a distância entre as promessas de mitigação e o que é necessário para se alcançar o objetivo de manter a média de aquecimento global abaixo dos 2 graus Celcius. O aumento da temperatura para além do estabelecido pode causar sérios impactos climáticos.
 
O Brasil está propondo um gatilho que permita aumentar as metas de corte de emissões durante a segunda fase do Protocolo de Quioto. "A ideia é que seja possível subir os valores a qualquer momento, sem ter de refazer a emenda ou passar por um novo processo de ratificação do acordo pelos países", explica o negociador brasileiro, embaixador Luiz Alberto Figueiredo.
 
Para ele, o segundo período de compromisso é a chave da negociação. "Se ele não for feito aqui, temo que os outros elementos não aconteçam", diz.
 
A Grã-Bretanha anunciou ontem o primeiro compromisso das nações ricas de prover um financiamento para medidas de adaptação das nações em desenvolvimento pelos próximos anos. A promessa é distribuir 1,8 bilhão de libras (cerca de US$ 2,9 bilhões) entre 2013 e 2015.

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