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Os 10 piores ingredientes que você nunca deveria comer novamente

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Uma refeição como essa ao lado contém alguns dos piores ingredientes para a saúde: no pão de hot dog, o bromato de potássio; na salsicha, o nitrito de sódio ou nitrato; no molho, benzoato de sódio; já na batata frita, encontramos BHA e HC FS e também acrilamida. Se estiver acompanhado de refrigerante, outros ingredientes prejudicarão ainda mais o corpo: benzoato de sódio e BVO , além de adoçantes artificiais, no caso de ser refrigerante diet

Quando você entra no supermercado e vê uma comida que tem duração de 1 ano por exemplo, algo está errado: como um alimento pode ter validade de 1 ano, 2 anos? É possível se ele for bombardeado de conservantes e diversos ingredientes químicos para manter sua bela aparência

Por Jeff Roberts

Você sabia que 90% dos produtos que vemos nas prateleiras do supermercado são carregados de ingredientes processados​? A dura realidade é que estes ingredientes estão nos causando diversas doenças modernas que antes não existiam e nos matando a cada mordida. Eles são viciantes e geralmente mascarados com uma série de publicidades criativas, mas enganosas.

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Os dez alimentos mais saudáveis do mundo

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Confira os alimentos sugeridos por J. I. Rodale, um dos maiores entusiastas da “cura pela alimentação”

por equipe eCycle

Você já ouviu falar no senhor Jerome Irving Rodale? Ele foi o pioneiro da alimentação orgânica nos Estados Unidos, fundando o Instituto Rodale e publicando livros sobre a relação deste tipo de alimentação e a boa saúde. O Sr. Rodale viveu de 1898 a 1971 e pode até não ter sido médico, mas sabia bem como diminuir a necessidade de passar por consultas. Veja a seguir como era a “dieta Rodale” – uma lista com os alimentos mais saudáveis do mundo:

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10 ecovilas brasileiras para conhecer em cada região do país

por Brunella Nunes de Nômades Digitais

Cada vez mais presentes, as ecovilas são parte de um modelo de assentamento humano sustentável. Ou seja, comunidades urbanas ou rurais onde pessoas vivem em harmonia com a natureza e com um estilo de vida o mais sustentável possível. Para que deem certo, é preciso seguir algumas práticas, como a criação de esquemas de apoio familiar e social, utilização de energias renováveis, produção orgânica de alimentos, bioconstrução, economia solidária, preservação do meio ambiente, entre outros.

É como se as ecovilas resgatassem o modo de sobrevivência mais primário da humanidade, que por milhares de ano viveu em comunidade, num convívio íntimo com a natureza, utilizando-a de forma inteligente e sempre respeitando o ciclo natural das coisas. A partir de 1998, as ecovilas consagraram-se então como uma das 100 melhores práticas para o desenvolvimento sustentável, nomeadas oficialmente através de uma lista da ONU.

Chamadas também de eco aldeia e eco comunidade, o modelo de vida acaba por preservar áreas já degradadas ou que poderiam estar se degradando, além de trazer soluções viáveis para a erradicação da pobreza.

Confira abaixo algumas ecovilas interessantes para você visitar, ou morar, no Brasil:

1. Clareando, Serra da Mantiqueira, São Paulo

Condomínio rural que segue a proposta de viver em harmonia com a natureza, considerado um dos principais do estado. A localização, entre as cidades de Piracaia e Joanópolis, é pra lá de privilegiada, pois se situa ainda entre os vales e montanhas da Mata Atlântica.

 

2. Arca Verde, São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul

A infraestrutura segue com foco na permacultura, incluindo hortas e agrofloresta, alojamento coletivo, cozinha e refeitório comunitários, espaço social e espiritual, ateliês, galpões e oficinas, espaço para as crianças, lotes de uso particular, familiar e coletivo, entre outros.

 

3. Viver Simples, Morro Grande, Município de Itamonte, Minas Gerais

Formado por um grupo de 13 famílias, o condomínio rural tem área de cultivo, um centro de aprendizado onde são oferecidos cursos, 10 chalés para visitantes e cozinha comunitária.

 

4. Ecovila Bambu, Lindolfo Collor, Rio Grande do Sul

A 70 quilômetros de Porto Alegre, entre Novo Hamburgo e Nova Petrópolis, os nove hectares que compõem a Ecovila Bambu foram elevados de um centro espiritual para uma ecovila de respeito, que propõe a alimentação saudável, harmonia entre os moradores e a natureza, além de reunir atividades num centro de lazer e vivências.

 

5. Asa Branca, Brasília

O Centro de Permacultura Asa Branca é uma das principais referências em projetos de sustentabilidade no Brasil. Localizado a 23 km do centro de Brasília, abriga interessados em serviço voluntário e está aberto a visitações através de turismo ecopedagógico para até 15 pessoas.

 

6. Aldeia Arawikay, Antônio Carlos, Santa Catarina

Nas colinas de Alto Rio Farias, numa área rural, a aldeia tem como meta principal a preservação e recuperação florestal de 80% da área original dentro de 17,70 hectares.

 

7. Flor de Ouro Vida Natural, Alto Paraíso, Goiás

Turistas e demais simpatizantes de um modo de vida alternativo se reúnem nesta ecovila que existe há mais de 30 anos. Localizada na região da Chapada dos Veadeiros, a ecovila organiza diversos eventos em prol da espiritualidade e harmonia com o corpo e a natureza.

 

8. Ecovila da Lagoa, Lagoa Formosa, Planaltina, Goiás

Quem busca por esportes, este é o lugar certo. A ecovila está às margens da Lagoa Formosa, onde podem ser praticadas modalidades aquáticas como Stand Up Paddle e kitesurf. Além disso, tem pista de skate, mountain bike, rappel, trekking, escalada e corrida de aventura. A estrutura recebe famílias e grupos em seu camping, albergue e bangalôs.

 

9. El Nagual, Rio de Janeiro

Fundada por dois estrangeiros há mais de 20 anos, os princípios dessa famosa ecovila carioca visam promover a gestão sustentável de recursos, implantar estudos de zoneamento e planejamento de ocupação do solo, vivenciar boas práticas de convívio e assim preservar e respeitar o meio em que vivem.

 

10. Caminho de Abrolhos, Nova Viçosa, Bahia

Ainda em vias de execução, é um empreendimento sustentável, parte de uma incorporadora, com facilidade de aquisição e financiamento próximo a um lugar de dar inveja a qualquer vizinho: o arquipélago de Abrolhos. Com base na consciência ecológica, as construções variam de tamanho e estilo, e, consequentemente, de preço. O local ainda terá áreas de lazer e um clube de férias, mas parece fugir um pouco do conceito principal de uma ecovila, embora não podemos julgar por enquanto.

 


Fonte: Nômades Digitais.

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A revolução silenciosa no campo feita pela agricultura familiar

512A agricultura familiar no país envolve 4,3 milhões de estabelecimentos rurais, com mais de 12 milhões de pessoas trabalhando, representa 38% do Valor Bruto de Produção – R$54,5 bilhões –, embora ocupe menos de 25% da área agriculturável

por Najar Tubino

Esta é uma história que tenta retratar algumas mudanças ocorridas na zona rural brasileira nos últimos anos e que, certamente, não estão nas estatísticas.

Uma das fontes consultadas é o trabalho divulgado em dezembro de 2013 pela Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo Federal, realizado pelo Ipea, IBGE e analisado pelos pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O trabalho é sobre Agroindústria Rural no Brasil. O IBGE registra, com base no censo de 2006, que 16,7% dos estabelecimentos rurais do país praticaram algum tipo de transformação da matériaprima produzida.

A agricultura familiar no país envolve 4,3 milhões de estabelecimentos rurais, com mais de 12 milhões de pessoas trabalhando, representa 38% do Valor Bruto de Produção – R$54,5 bilhões –, embora ocupe menos de 25% da área agriculturável.

A agroindústria familiar, portanto, é um passo a mais na organização da agricultura familiar, com investimentos em manufaturas, em produtos elaborados, alimentícios, que vão desde as farinhas, como de mandioca e de milho, pães, biscoitos, doces e geleias, além de mel, mas também embutidos, queijos, aguardente e vinho.

O trabalho selecionou, com as devidas estatísticas por estado e por região, 32 produtos produzidos. Desses nove são os mais importantes. No caso da região nordeste e norte, é preciso acrescentar a rapadura e a tapioca. Somente agroindústrias que produzem farinha de mandioca no país são mais de 266 mil, sendo que a maioria no Nordeste, quase 150 mil.

O Brasil produzia 30 milhões de toneladas de mandioca na década de 1970. Agora produz 21 milhões e faltam sementes. A farinha de mandioca, que faz parte do cálculo da inflação, subiu mais de 100% nos últimos anos.

PRONAF está em todo o país

A citação da região Nordeste é mais do que óbvia. É lá que está a maioria das propriedades familiares, mais de 50% segundo a estatística, e também é lá que os agricultores e agricultoras mais acessam o Pronaf, o programa de financiamento da agricultura familiar, que este ano vai investir mais de 24 bilhões de reais no segmento. Aliás, o Pronaf é um programa que está presente em todos os 5.460 municípios do país.

A Revolução Silenciosa na área rural na verdade é consequência da organização dos agricultores e agricultoras, de trabalhadores rurais que assumiram a reforma agrária na prática, transformando suas áreas em campos de produção de alimentos para o país, não para exportação. Além disso, uma parte dele, produzidos sem agroquímicos, principalmente, sem veneno.

É claro, que isto não se tornaria uma realidade se não fossem as políticas públicas conquistadas de baixo para cima, como é o caso do Pronaf, dos Programas de Aquisição de Alimentos, do Programa Nacional da Merenda Escolar, e agora, mais recente, o Plano Nacional de Produção Orgânica e Agroecológica (Planapo), que também está viabilizando linhas de financiamento para a agricultura familiar, com juro de 1% ao ano.

Comida é uma questão de saúde

A questão da produção de alimentos e da agroindústria familiar, que também envolve a produção de alimentos, não é uma simples questão econômica. A começar pela falta de dados e informações atualizadas, fato reconhecido no próprio trabalho citado.

Estamos falando de mudanças sociais, culturais e de saúde. Já é notório o fato do Brasil ser o quinto país do mundo em obesidade, de mais de 50% da população estar acima do peso, sendo 17% na condição de obesos. A dieta veiculada nos meios de comunicação está levando o Planeta para um ciclo vicioso que só beneficia a indústria química, a mesma que produz agrotóxico e remédios.

Isso não é uma coincidência.

A receita inventada pelos estadunidenses de consumo de sanduíches gordurosos e xaropes gaseificados levou a uma completa desorganização das dietas dos povos. “Amar tudo isso” ou “abrir a felicidade” se transformou numa armadilha que alavancou as estatísticas de obesidade, por consequência, de diabetes, doenças coronárias e hipertensão.

O que foi vendido como a modernização da agricultura, com índices imbatíveis de produtividade, milagres na produção de commodities, hoje em dia, não passa de uma falácia de péssima categoria. Junto com a modernização da agricultura, ao mesmo tempo cresceram as redes de supermercados, hipermercados e shoppings centers.

A agricultura familiar ficou relegada ao patinho feio das produções de Hollywood. Era ineficaz, sem qualidade e a única saída era debandar para os grandes centros urbanos, onde as oportunidades na indústria e na construção civil surgiam como milagrosas. Hoje se sabe bem o inferno que viraram as metrópoles. A população está doente, sofre diariamente para se mover, come mal e ainda sofre com a violência em diversos estágios.

Para os apóstolos do neoliberalismo, o mundo seria de concreto, a comida totalmente industrializada, inclusive com pílulas astronáuticas, e o campo uma modelo de indústria de ponta, com suas potentes colheitadeiras e seus tratores com GPS e pulverizadores eletrônicos, que dosificam milimetricamente o veneno necessário para a planta transgênica produzir.

Onde está a estatística?

A Monsanto em Petrolina

As feiras se tornaram o canal de comercialização, mas também o canal de comunicação e de divulgação de um novo tipo de agricultura que existe no campo. Também resgatou a importância dos costumes locais, da comida da vovó, das verduras e legumes sem agrotóxicos, em casos mais específicos. Principalmente, derrubaram a supremacia das grandes corporações do varejo, das corporações de commodities e, agora, da transgenia. A Monsanto trabalha na produção de sementes de hortaliças.

Em Petrolina comprou duas fazendas – uma com 186 ha e outra com 64 ha - e montou seu complexo tecnológico de pesquisa dentro do perímetro irrigado, que terá a mesma função que o Havaí tem em relação aos Estados Unidos, para a produção de sementes. Trabalham com milho, depois sorgo, algodão, cana e milho doce. Nos próximos cinco anos será o centro responsável pelos lançamentos da multinacional.

O semiárido, com água, favorece a produção, com até quatro safras, dependendo da cultura. Isso acelera o trabalho que seria muito maior, e mais caro, no Sul ou no Sudeste. A Monsanto inaugurou este centro em março de 2013, embora estivesse na área desde 2009. É o 19º centro de pesquisa no Brasil – ela tem 36 unidades no país.

Capacidade de resistência

Em que pese uma trajetória genérica de apropriação e concentração das atividades de processamento alimentar por grandes conglomerados industriais a agroindústria rural continua revelando uma notória capacidade de resiliência.

Lascaram-se. O povo do campo, que realmente vive e produz onde mora se organizou. Não só produz como industrializa. Além disso, vende diretamente em feiras de todo tipo. Na capital paulista funcionam 850 feiras livres, mais de 16 mil barracas, uma história que iniciou no século XVII. Claro que este tipo de feira convencional é formada por comerciantes, outra por produtores, e mais recentemente, uma parte de agroecologistas.

São 140 feiras no país de caráter agroecológico, segundo pesquisa feita em 2012 pelo IDEC, o Instituto
de Defesa do Consumidor, juntamente com outras organizações que trabalham com agroecologia. Entretanto, o movimento das feiras, quer ecológicas, ou feiras de produtores, que trazem seus produtos uma ou duas vezes por semana para vender na cidade, é disseminado pelo país.

Em Fortaleza são 76 feiras livres. Em Recife são 17. Porto Alegre tem a feira mais antiga em agroecologia, no Bairro Bonfim, desde 1989. Passam mais de cinco mil pessoas no sábado pela feira. O Rio de Janeiro tem 25 feiras agroecológicas. Somente cinco capitais não tem feira ecológica – Cuiabá e Boa Vista, estão entre elas. Na Paraíba, no Polo da Borborema, com 15 municípios, funcionam oito feiras agroecológicas. Em março desse ano, os agricultores e agricultoras realizaram a 5ª Marcha das Mulheres pela Vida e pela Agroecologia. Participaram 3.500 mulheres no município de Massaranduba.

Feira livre, feira agroecológica, estamos falando de relações econômicas, de compra e venda, de produtos consumidos pela população de todas as faixas, mas principalmente, da que tem menor poder aquisitivo. Isso não está na estatística. Os preços das verduras, frutas e cereais nas feiras são mais baratos do que no supermercado, além da vantagem de negociar o preço com o feirante ou produtor. Sem contar a hora da “xepa”, no final da feira, quando os preços caem. Em 2002, os supermercados faturavam 7% do total comercializado com hortifrutigranjeiros.

Assim, diferente do que se preconizava no auge da modernização da agricultura, a atividade está longe de ser um resquício, pelo contrário, trata-se de uma expressão absolutamente contemporânea de emergência de novas trajetórias de desenvolvimento no mundo rural”, registra o trabalho Agroindústria Rural no Brasil. Outra citação: “a agricultura familiar responde pela maior parcela de valores agregados a produção associados à transformação dos alimentos. É responsável por 78,40% da agregação de valor, enquanto a agricultura não familiar abarca uma percentagem de 21,60%”.

O Nordeste aparece em primeiro lugar com 43% dos valores agregados aos alimentos, seguido pelo Sudeste com 24%, o Norte com 21%, O Sul com 8% e o Centro-Oeste com 4%. Os pesquisadores ressaltaram que os dados não computaram as vendas para os programas PAA e PNAE, sem contar o crescimento das feiras de vendas diretas em todo o país.

Se a Monsanto se instalou no semiárido, região onde a ASA desenvolve o trabalho mais eficiente que existe neste país de organização de agricultores e agricultoras familiares, com a implantação de tecnologias de convivência com as agruras da seca, os próprios sertanejos tratam de dar o troco.

No dia 18 de julho começa no município de Pedro II, no Piauí, o I Festival das Sementes da Fartura, como eles denominam as sementes crioulas. Na Paraíba são as sementes da paixão, onde já funcionam 225 bancos de sementes.

A ASA tem registro de mais de mil práticas de uso e troca das sementes crioulas, envolvendo quase 20 mil famílias. No Piauí participarão 800 agricultores e agricultoras. Também não tem feira agroecológica ou livre nesse Brasil afora que eles não troquem semente.

Enquanto as corporações despejam bilhões de dólares em marketing, para vender um mundo de facilidades inúteis e prejudicais à saúde da população e ao ambiente do Planeta, os sertanejos e outros brasileiros espalham o seu conhecimento e suas práticas no silêncio.

 

Fonte: Carta Maior / EcoAgência.

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