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Cientistas confirmam que a biodiversidade torna o ambiente MAIS RESISTENTE - [Pag 29 - Ed 56]

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Um estudo da Universidade de Guelph, no Canadá, confirma o que a ecologia nos ensina desde que foi elaborada enquanto ciência: a redução da diversidade de espécies e a monocultura (produção de um único produto agrícola) podem tornar um ecossistema mais vulnerável a mudanças ambientais súbitas, como incêndios e invasão de pragas. O artigo foi publicado em 6 de fevereiro, na revista Nature.

 A pesquisa destaca a importância da biodiversidade na estabilidade de ecossistemas para amortecer os impactos de perturbações no meio ambiente. De acordo com os cientistas, os agricultores devem investir no cultivo de mais tipos de plantas em pastagens e bosques para evitar um futuro colapso no ecossistema.

Os pesquisadores monitoraram a estabilidade de ecossistemas altamente produtivos, mas pobres em diversidades de espécies. Eles verificaram que, apesar de se mostrarem resistentes às variações climáticas anuais, o ecossistema entrou em colapso quando foi atingido pelo fogo, introduzido pelos cientistas experimentalmente. Em contrapartida, pastagens em áreas com uma alta diversidade de plantas sobreviveram ao incêndio.

“As espécies são mais importante do que pensamos. Nós precisamos proteger a biodiversidade”, afirmou Andrew MacDougall, um dos autores do estudo e professor de botânica e membro do Centro de Pesquisa em Biodiversidade da universidade.

Os pesquisadores estudaram por dez anos pastagens no sul de Vancouver, no Canadá. A área de dez hectares, de propriedade da Nature Conservancy of Canada, consiste em um tipo de savana ou pastagem com a presença de algumas árvores, no caso carvalhos, que estava há 150 anos sem registrar nenhum incêndio.

Os cientistas isolaram partes do terreno e as queimaram para comprar a reação do ecossistema nas áreas com maior e menor diversidade de espécies e plantas nativas.

Os resultados revelam que as parcelas aparentemente estáveis de pastagens uniformes entraram em colapso e foram posteriormente invadidas por árvores, enquanto os locais com diversas espécies resistiram à invasão de plantas lenhosas.

A diversidade também afeta a vulnerabilidade ao fogo, sugere o estudo. As áreas com maior diversidade registraram marcas no terreno menos persistentes e tornaram-se menos propensas a sofrer novamente um incêndio de alta intensidade, se comparadas às pastagens com única espécie.

“As monoculturas são um ecossistema muito produtivo que, entra ano e sai ano, produzem e parecem estáveis. Mas, de repente, uma grande perturbação acontece e toda a biodiversidade que foi perdida desde o início torna-se importante”, disse o professor e autor do estudo, Kevin McCann.

fonte: Diário do Nordeste

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