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Petrópolis recebe obras contra enchentes

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Entrevista: engenheiro João Carlos Grilo Carletti,gerente de obras

Os projetos e obras que estão sendo realizados pelas empresas EIT Engenharia S/A e Dratec Engenharia, que formaram o Consórcio Vale do Cuiabá, em Petrópolis, visam à continuidade das ações já iniciadas emergencialmente pela SE A/ Inea (Secretaria de Estado do Ambiente e Instituto Estadual do Ambiente), com recursos do Fecam (Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano)

O panorama dos principais rios que formam a rede hidrográfica do município de Petrópolis apresenta estágio de maior degradação no distrito de Itaipava, em particular no Va le do Rio Cuiabá, onde as fortes chuvas provocaram o transbordamento dos principais rios, ocasionando mortes, grande destruição de moradias e da infraestrutura urbana local, além de danos ambientais.

Dentre as bacias hidrográficas locais, a do Rio Cuiabá, em Itaipava, 3º distrito do município de Petrópolis, foi uma das mais afetadas da Região Serrana. O rio desenvolve-se ao longo de 10,40 km, indo desaguar no Rio Santo Antônio. A Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá, dominando uma área de aproximadamente 36.54 km², é limitada, a Norte, pela Bacia do Rio Bonito e, a Sul, pela Bacia do Rio Santo Antônio.

O Rio Santo Antônio desenvolve-se ao longo de 18,13 km, indo desaguar no Rio Piabanha. Os seus principais afluentes são os Rios Cuiabá, Carvão e Jacó. A Bacia Hidrográfica do Rio Santo Antônio compreende uma área de aproximadamente 117,33 km² na foz no Rio Piabanha.

O Rio Carvão desenvolve-se ao longo de 7,8 km, indo desaguar no Rio Santo Antônio. A Bacia Hidrográfica do Rio Carvão compreende uma área de aproximadamente 18.7 km².

Embora a tipologia e as características das intervenções definidas para as ações de recuperação ambiental sejam similares, são evidentes as complexidades das obras definidas para o Rio Cuiabá, sobretudo as ações de proteção de talude e dragagem. Também cabe destacar as intervenções no Rio Santo Antônio, onde se observa a densa ocupação residencial nas margens do rio no trecho próximo ao deságue do rio Carvão.

O projeto e seus objetivos

Os projetos e obras previstos para estes rios visam à continuidade das ações já iniciadas pelo Inea, com recursos do Fecam (Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano), onde foram contratados serviços emergenciais, como forma de mitigar o grande impacto ocasionado pelas inundações.

Os recursos destinaram-se fundamentalmente na demolição dos imóveis afetados, em ações sociais em ações sociais (como aluguel social e indenizações) e a execução das obras emergenciais para Controle de Inundações e Recuperação Ambiental na Bacia do Rio Santo Antônio.

O escopo definido para a supervisão do Projeto Rios da Serra busca a redução substancial dos efeitos das enchentes nos principais rios que drenam as bacias dos Rios Cuiabá, Santo Antônio e Carvão. Concomitantemente, busca-se proteger a infraestrutura urbana evitando perdas sociais, materiais e a incidência de doenças de veiculação hídrica relacionadas às enchentes e ao contato direto com águas poluídas.

A tipologia das intervenções definidas para os rios Santo Antônio, Cuiabá e Carvão consistem em limpeza e desassoreamento, adequação da calha de escoamento, além da proteção e contenção nas margens. Prevê-se ainda a implantação de parques fluviais e reflorestamento de áreas de preservação permanente.

Limpeza e desassoreamento

As ocorrências de 2011 trouxeram grande volume de sedimentos das margens e encostas para a calha dos rios. Uma particularidade identificada no Rio Cuiabá e em trechos do Santo Antônio é o expressivo volume de material arenoso transportado, ocupando extensos trechos nas margens, o que levou a intervenções emergenciais de retirada desse material, ainda em andamento. A instabilidade e falta de proteção nas margens, agravada pela característica do solo local e perda da mata ciliar, dificulta as intervenções de limpeza e desassoreamento e implantação de nova concepção de calha do rio.

156bAs obras de recuperação estão em ritmo acelerado, e já se notam mudanças positivas significativas 156cDurante vistoria às obras do Inea em Petrópolis: João Carlos Grilo Carletti, do Inea, engenheiro e gerente de obras; professora Marilene Ramos, presidente do Inea; e Nestor Henrique de Almeida, da EIT Engenharia S/A, engenheiro e gestor das obras pelo consórcio Vale do Cuiabá

 

ALERJ

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