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Brasil e Equador firmam parceria durante Encontro de Meio Ambiente

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01Por Lucila Vilar

Durante a mesa de abertura da segunda edição do Encontro Panamazônico de Educação Ambiental, realizado na quinta-feira, 4 de dezembro, o reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Carlos Maneschy, e o reitor da Universidade IKIAM, do Equador, Carlos Avila, assinaram um Acordo de Cooperação Acadêmica. Com o tema “Formação de recursos humanos para a conservação e o uso de recursos naturais”, o encontro teve como objetivo promover debates sobre as políticas públicas dirigidas ao fortalecimento da formação de recursos humanos capacitados para trabalhar com o contexto multicultural panamazônico.

Estiveram presentes à mesa de abertura do II Encontro Panamazônico de Educação Ambiental o professor Dr. Carlos Maneschy, reitor da UFPA; o prof. dr. Aléx Fiúza, secretário especial de Promoção Social, representando o governador do Estado, Simão Jatene; a profa. dra. Marilena Loureiro, coordenadora geral do VIII FBEA; a profa. dra. Nazaré Imbiriba, coordenadora do II Encontro Panamazônico; o prof. dr. Carlos Avila, reitor da Universidade Regional Amazônica IKIAM, representando o ministro coordenador de Conhecimento e Talento Humano do Equador e representando, também, os convidados internacionais presentes no evento; o dr. Nilo Diniz, diretor do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, representando Izabela Teixeira, ministra do Meio Ambiente.

“Meu trabalho é voltado, essencialmente, para a cooperação amazônica, a ideia é que o encontro se encaminhe para discutir um caminho novo para a panamazônia. O espírito aqui é aprender com todos, e temos que trabalhar pesado para que a cooperação amazônica deixe de ser um sonho e passe a ser uma realidade”, afirmou Nazaré Imbiriba, coordenadora do encontro.

02Debates - A primeira mesa do II Encontro Panamazônico de Educação Ambiental teve como tema "Políticas Públicas de Formação de Recursos Humanos para a Conservação e Uso dos Recursos Naturais na Amazônia" e foi formada por Nilo Sérgio Diniz, do Ministério do Meio Ambiente do Brasil; Aurora Zegarra, do Ministério da Educação do Peru; German Gutierrez, da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica; Carlos Avila, da Universidade IKIAM; Genoveva Azevedo, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA); Carlos Maneschy, reitor da Universidade Federal do Pará.

Instituição parceira - Carlos Avila, reitor da Universidade IKIAM do Equador, explicou que IKIAM é uma instituição de pesquisa e formação de profissionais especializados em Ciências Biológicas, Ciências da Terra e em Ciência de Assentamentos Humanos. “A IKIAM foi criada como um sistema integrado de Ciência, Tecnologia e Inovação, que deve atender as necessidades de mudança da matriz produtiva no Equador e da panamazônia”, explicou. A universidade está localizada na Amazônia equatoriana, a 6 km da cidade de Tena, na província de Napo.

O governo do Equador, por meio da parceria entre a Universidade Regional IKIAM, juntamente com a Cidade do Conhecimento (YACHAY), a Universidade Nacional de Educação (UNAE) e a Universidade de Artes, pretende reforçar a oferta do setor público de educação de qualidade e incentivar talentos humanos para aumentar a utilização de recursos endógenos para a pesquisa e geração de conhecimento. “A parceria que estamos firmando com a UFPA, nesse momento, é algo histórico, que irá concretizar, de maneira efetiva, uma relação dialógica transinstitucional muito frutífera”, afirmou Carlos Avila.

03Prioridades - “O que podemos fazer, já que a natureza da contradição da Amazônia está ligada ao modo como vivemos, pois temos um modelo econômico altamente excludente. Nossa região vive uma exploração econômica baseada na retirada de recursos naturais”, disparou Carlos Maneschy, reitor da UFPA. Para Maneschy, o que está na gênese desse processo é entender que o amazônida precisa incorporar o caminho do conhecimento como fonte de entendimento da realidade atual. Para que haja a possibilidade de sair da economia excludente, a ciência, a tecnologia e o conhecimento devem ser fatores que estejam na prioridade da nossa sociedade.

“Sem pessoas qualificadas, nós não vamos a lugar nenhum, estaremos sempre marchando em direção ao nada. O que precisamos fazer é formar quadros, talentos em nível de pós-graduação”, comentou o reitor da UFPA. Para demonstrar as ações da Universidade Federal do Pará, o prof. dr. Carlos Maneschy informou que quinze programas de pós-graduação da Instituição tratam diretamente da questão ambiental.

04Integração - O representante da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), German Gutierrez, explicou que a OTCA é um organismo internacional constituído por oito países (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela) e pode auxiliar na integração da panamazônia, pois ajuda na promoção de organismos que têm linhas de aprendizagem contínuas, como a linha de estratégias de comunicação por meio de uma plataforma de aprendizagem oral.

“Acho muito bom participar de mesas que tenham reflexões e também ações práticas. Para mim, o nosso maior problema é não nos reconhecermos como atores integrados”, afirmou Nilo Diniz, diretor da Coordenação de Educação Ambiental do MMA. Para ele, há uma riqueza cultural na panamazônia, que apresenta uma grande esperança de cooperação. Contudo, para essa esperança se transformar em realidade prática, tem que haver políticas públicas internacionais eficientes.

Fotos: Adolfo Lemos

Fonte: Folha / Portal ufpa.


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