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As ideias do novo secretário de Meio Ambiente de São Gonçalo, Ricardo Harduim

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598Biólogo Ricardo Harduim é o novo Secretário de Meio Ambiente de São GonçaloEntrevista do novo Secretário do Meio Ambiente de São Gonçalo (RJ) a Anderson Carvalho, d’ATribuna

 

O secretário de Meio Ambiente de São Gonçalo, Ricardo Harduim, do Partido Verde, há uma semana no cargo, quer conscientizar a população a preservar o meio ambiente, fazendo reuso da água, jogando lixo na lixeira, economizar energia e plantar árvores. Vai investir na formação de voluntários ambientais entre jovens estudantes. Além disso, quer trabalhar de forma integrada com municípios vizinhos, em relação as bacias hidrográficas. Durante a última gestão do ex-prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, foi subsecretário da pasta.

Quais as suas prioridades no cargo?

Educação ambiental acima de tudo, porque acredito que é a educação que constrói a sociedade e transforma o cidadão. Ainda é importante demais que as pessoas tenham postura adequada em relação ao destino do lixo e às condições ambientais. A gente vê desperdício da água, energia e resíduos.

O que o senhor implantou em Niterói que pretende fazer em São Gonçalo?

Em Niterói conseguimos construir uma Secretaria de Meio Ambiente focada na capacitação e formação de monitores ambientais. A gente tem que aproveitar os jovens que têm interesse em colocar a mão na massa. Os graduandos de faculdades e cursos técnicos de São Gonçalo, que tenham interesse em se transformar em voluntários ambientais. Colocar a cidade no circuito do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias. Trazer o tema da água para as tecnologias atuais, como a água de reuso, além da captação da de chuva. Associar o tema ao desperdício de energia. Trabalhar a região geoeconômica, convidando as cidades do entorno a pensar o ambiente a partir de bacias hidrográficas. Município nenhum resolve os problemas ambientais sozinho.

O senhor vai fazer campanha de conscientização da população?

Este é o nosso desafio. Mexer com o comportamento das pessoas. Ainda tem gente que acha que o lixo tem que desaparecer do seu campo de visão, uma visão inadequada. A educação está ligada à cultura. Temos que focar na formação. Trabalhar a sensibilização. Vários mecanismos podemos usar, como cursos de formação, palestras, vídeos e uso da rede social. A questão das mudanças climáticas é seríssima. A população daqui já sofre os efeitos do aquecimento global. Vemos isso em postos de saúde.

As salas de nebulização estão lotadas de criancom problemas alérgicos e em função do aquecimento global. São Gonçalo tem regiões ao nível do mar e abaixo. Vai haver aumento da precipitação e elevação do nível do mar. Precisamos de plano regional de adaptação. Preparar a cidade para proteger a sua população. Vamos fazer trabalho da água de reuso. Aquela água que vai para o lavatório, do box e a princípio e é jogada fora. Pode ser utilizada para muita coisa. Existe estudo para implementarmos lei sobre água de reuso e obrigarmos o novo empreendedor a usar para ter o habite-se.

Como vai preparar a cidade para evitar enchentes?

Se o lixo for destinado de forma correta, teremos menos problemas associados às enchentes. O bueiro fica entupido e transborda a rua. Plantarmos o máximo de árvores na cidade. Moradores ainda fazem questão de cimentar o solo no quintal. A água não penetra no solo e desestabiliza o ciclo da água. Quando planta mais árvores, incorpora a água e com tempo ajuda a regularizar o ciclo.

Vai fazer campanha do plantio de mudas de árvores?

Em setembro queremos trabalhar o plantio das árvores. Esse tem que se dar o ano todo. A população tem que ser incentivada a plantar as árvores certas nos lugares corretos. Nós temos medida compensatória, quando árvore for retirada por empreendimeto, este doa mudas para para a gente distribuir às pessoas.

Como vai ser a relação com a Cedae?

Um dos maiores índices de doença é por conta de água contaminada e falta d’água. Vamos retomar o diálogo com a Cedae. Levar para a empresa pontos que ela sabe que precisa melhorar e outros que ela não sabe, para atuar. São Gonçalo sofre muito com isso.

Qual será a primeira medida?

Vamos lançar um plano de ações ambientais, sobre água, mudanças climáticas, economia de energia, estudo cicloviário da cidade, integração regional e cursos de formação de monitores ambientais. Estes serão dados no segundo semestre com professores convidados e gratuitos.

 

Fonte: blog do guida.

 

ALERJ

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