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Novo secretário de Estado do Ambiente, André Corrêa, toma posse na Firjan

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Ministros das Cidades, Gilberto Kassab, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, participaram da solenidade

Ao tomar posse na terça-feira (14/1), em cerimônia realizada na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), no Centro do Rio, o secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, disse que modernizar os processos de licenciamento ambiental e avançar com o saneamento serão alguns dos grandes desafios de sua gestão.

Ao lado dos ministros das Cidades, Gilberto Kassab, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que declararam apoio a sua gestão, o secretário destacou a importância da criação de parcerias público-privadas (PPPs) para resgatar a dívida de saneamento e que, para isso, foi constituído um grupo de trabalho do qual ele participa.

“A maior dívida ambiental que temos é a carência de saneamento básico. No modelo que temos atualmente, não será possível resgatar essa dívida no tempo hábil de que a população precisa. É preciso mudar esse modelo. Para isso, defendemos a construção de parcerias público-privadas”, destacou André Corrêa, assegurando que, em sua gestão, “não haverá espaço para o empresário predador, nem para o eco-chato que é contra tudo". “Nós vamos trabalhar dentro da legalidade, dentro da Legislação”, acrescentou.

Sobre a agenda verde, André Corrêa disse que o Estado do Rio de Janeiro avançou. Ele lembrou que, quando esteve à frente da Secretaria de Estado do Ambiente, em 2001, o Rio deixou de ser campeão em desmatamento da Mata Atlântica e ressaltou que sua meta, nesta gestão, é trabalhar na sua restauração, de forma a aumentar a cobertura florestal no território fluminense.

Também estiveram presentes à cerimônia comemorativa, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústrias e Serviço, Julio Bueno, que representou o governador Luiz Fernando Pezão, dentre outras autoridades.

Ministra Izabella Teixeira: Ano de 2015 será estratégico para o mundo em desenvolvimento

Na solenidade comemorativa da posse do secretário André Corrêa, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que 2015 será um ano estratégico para o mundo em desenvolvimento, em função da negociação do acordo sobre o clima. Segundo ela, o país terá um grande desafio, no que se refere às negociações.

“O Rio de Janeiro, que é a cidade que sediou a Rio-92 (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento), onde nasceu o compromisso em relação ao clima, depois de várias disputas geopolíticas globais tem, no meu entendimento, a liderança política para fazê-lo”, disse ela.

Segundo a ministra, o Rio de Janeiro tem tradição na militância ambiental:

“Não se espera nada diferente do Brasil que não seja o protagonismo em soluções que sejam convergentes em torno de um acordo global. Além disso, ressalto a necessidade urgente da área ambiental voltar a discutir a questão da qualidade de vida nas cidades brasileiras. É impossível que não se trate poluição como tema prioritário. É isso que a sociedade está pedindo”, destacou a ministra.

 

Abastecimento humano é prioridade

 

596bEstiagem afeta o Rio Paraíba do Sul na cidade de Barra do Piraí (RJ)O secretário estadual do Ambiente, deputado estadual André Correa, afirmou que empresas “na ponta” do Rio Paraíba do Sul podem ter, em curto prazo, o funcionamento interrompido por causa da estiagem que atinge o estado. Ele admitiu que a Cedae tem um plano de racionamento guardado para o caso da situação piorar.

 

“O rio Paraíba do Sul é usado para geração de energia, para irrigação, para abastecimento industrial, então, por exemplo, podemos ter num curto prazo, problemas com empresas que estão na bacia do Guandu, no final da bacia do Guandu, depois de onde a Cedae capta água. Nós podemos chegar num prazo curto e dizer para ela que elas vão ter que parar de operar”, alertou André Corrêa, enfatizando que o abastecimento humano vai ser priorizado. No dia 21 de janeiro, o nível do reservatório de Paraibuna, o maior de quatro que abastecem o estado do Rio de Janeiro, atingiu o volume morto pela primeira vez desde que foi criado, em 1978. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a usina hidroelétrica foi desligada após o nível atingir zero. Técnicos da secretaria do Ambiente dizem que com o volume morto desse reservatório dá para garantir as operações por, no mínimo, mais seis meses. “O grande problema é que, na lógica, nós estamos no período de chuva. O problema é quanto de água nós vamos armazenar para enfrentar o período de seca”, ressaltou o secretário, enfatizando que o ano de 2015 será de grandes mudanças e, possivelmente, o mais crítico.

 

Maior crise hídrica dos últimos 84 anos

 

Segundo o secretário, o Rio esta é a maior crise hídrica de estiagem dos últimos 84 anos, época em que a medição começou a ser feita. “Não descartamos nenhuma possibilidade, dependendo do prazo, de fazer medidas de contenção e de racionamento”, garantiu André Corrêa, ressaltando que a Cedae tem todas as medidas de contingência para serem tomadas em casos emergenciais. O secretário também atribuiu parte da responsabilidade pela crise hídrica à má administração dos reservatórios do Paraíba do Sul. Segundo ele, desde a crise, através de manobras feitas nos reservatórios, já se economizou 400 milhões de litros d’água. A não taxação da água de forma individual, como acontece nos condomínios, será revista a médio e longo prazo. Mas de imediato, segundo o governo do estado, a única medida é economizar água.

 

Sobre aumento de tarifa no caso de racionamento de água, ele destacou que defende a criação de uma tarifa diferenciada para os consumidores. “Essa é uma discussão que eu estou fazendo. Eu acho que temos que ter um modelo claro de tarifa. Aquelas que consomem dentro de um parâmetro técnico que foi estabelecido a partir desse debate, elas têm um desconto. Agora o cara que é ‘gastão’ têm uma sobretaxa”, defendeu Corrêa, que está começando a discutir esse assunto com o Governo do Estado. O secretário ainda fez um alerta para a população. “Nada tranquiliza. Nós vivemos um momento crítico. Ou a gente tem essa consciência coletiva ou a gente não descarta nenhuma possibilidade.

 


Fonte: G1.


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