vilmar berna

VILMAR SIDNEI DEMAMAM BERNA - Escritor e jornalista, fundou a Rebia - Rede Brasileira de informação Ambiental (rebia.org.br), e edita deste janeiro de 1996 a Revista do Meio Ambiente (que substituiu o Jornal do Meio Ambiente), e o Portal do Meio Ambiente (portaldomeioambiente.org.br). Em 1999, recebeu no Japão o Prêmio Global 500 da Onu para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio verde das Américas. www.escritorvilmarberna.com.br

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A peneira do voto limpo

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488Nestas eleições, não jogue lixo nas urnas

por Vilmar Sidnei Demamam Berna*

Quem se preocupa com o meio ambiente, naturalmente quer votar em gente que também está realmente comprometida com o meio ambiente, além das palavras e promessas, mas com atitudes.

A grande maioria dos eleitores ainda não está devidamente sensível às questões ambientais, ainda sonha com o consumo primeiro e o meio ambientre depois. Acaba não levando em conta os limites e a capacidade do meio ambiente e, de certa maneira, alguns chegam a perceber meio ambiente como uma espécie de inimigo do progresso. Essa baixa consciência ambiental de grande parte dos eleitores vai refl etir, naturalmente, na escolha dos candidatos. Políticos comprometidos com o meio ambiente ainda continuarão sendo minoria. Então, cada voto ambiental é importante.

Não é verdade que todos os políticos são iguais, ou que votar nulo signifi - que alguma forma de protesto ou que ajudará de alguma maneira a mudar o quadro político para melhor. Isso é o que os maus políticos querem que a maioria pense. O vídeo disponível na internet A verdade sobre o voto nulo (video abaixo) explica isso direitinho.

A cada nova eleição, cidadãos e cidadãs ambientais, através do voto, têm a chance de varrer para a lixeira da história os maus políticos de toda a espécie, e também os políticos descomprometidos ambientalmente.

Os cidadãos e cidadãs ambientais contam hoje com a internet como uma poderosa ferramenta de pesquisa para identifi car quem merece e quem não merece o voto. Fichas Sujas não merecem. Ou que estiveram envolvidos em escândalos como os listados no Wikipedia também não. O próprio Tribunal Superior Eleitoral lista os políticos cujas contas estão irregulares e existem sites como www.politicos.org.br e www.transparencia.org.br, entre outros, cheios de informações valiosas para ajudar a votar certo.

Entretanto, numa democracia, só votar não basta. É preciso acompanhar o voto, por exemplo, cadastrando-se nos serviços de busca como o Google, nos sites dos políticos, etc. Conseguir o e-mail, telefone, facebook, etc., e manter contato com o político ou sua assessoria, para opinar, sugerir, criticar, cobrar responsabilidades.

Dá trabalho? Claro que dá, mas é muito melhor que agir como a maioria que, depois que vota, nem lembra mais o nome do candidato em quem votou.

 


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