vilmar berna

VILMAR SIDNEI DEMAMAM BERNA - Escritor e jornalista, fundou a Rebia - Rede Brasileira de informação Ambiental (rebia.org.br), e edita deste janeiro de 1996 a Revista do Meio Ambiente (que substituiu o Jornal do Meio Ambiente), e o Portal do Meio Ambiente (portaldomeioambiente.org.br). Em 1999, recebeu no Japão o Prêmio Global 500 da Onu para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio verde das Américas. www.escritorvilmarberna.com.br

Imprimir

Não permita que esta ideia se apague

. Acessos: 915

texto Vilmar Sidnei Demamam Berna*
(www.escritorvilmarberna.com.br)

A mídia Ambiental brasileira precisa ser incluída nos planos de mídiae de comunicAção de empresas e organizações que precisam se comunicar diretamente com os segmentos de público interessados em meioAmbiente e sustentAbilidade.

A luta pela democratização da informação ambiental no Brasil não é uma luta de interesse comercial. Existem alternativas bem mais interessantes para quem só pensa em ganhar dinheiro. Os que investem na mídia ambiental esperam ter lucros, claro, pois só assim garantirão a sustentabilidade econômica dos veículos, mas não é só isso.

A mídia ambiental tem um propósito,uma missão, que vai além da meramente financeira: contribuir para o avanço da consciência ambiental da população, e acredita que cumpre sua missão social ao produzir e distribuir informações socioambientais plurais, que abordem os diferentes pontos de vista, a fim de atender os diferentes interesses da opinião pública. Informação é poder.E empoderados dessa informação socioambiental, a sociedade brasileira certamente será capaz de fazer escolhas diferentes das que tem feito até aqui, e que nos conduziram à beira de um colapso.

Por isso a mídia ambiental, às vezes, é excluída de planos de mídia principalmente de organizações e empresas que se sentem questionadas ao adotarem um modelo de crescimento sem compromisso com o meio ambiente e a distribuição das riquezas. Crescer por crescer as células do câncer já fazem.

Entretanto, não é só o que está por fora que prejudica a sustentabilidade econômica da mídia ambiental, mas também o que está por dentro.

Talvez, um dos maiores desafios esteja na construção de parcerias entre os próprios veículos da mídia ambiental, a partir do que as une, como a necessidade de manutenção
econômica, pois sem recursos financeiros,não é possível haver democratização adequada da informação socioambiental.

E porque existem caminhos que para serem percorridos com sucesso precisa da união com outros, oferecendo e negociando descontos em pacote. Por exemplo:

1. Para resgatar anunciantes importantes como a Caixa, Fundação Banco do Brasil, Vale do Rio Doce, entre outras empresas,que sempre prestigiaram a mídia ambiental e hoje não anunciam mais nelas. São empresas importantes com trabalhos e resultados significativos no campo ambiental e da sustentabilidade.

2. Junto ao próprio Governo Federal, apresentar proposta em pacote para campanhas importantes como a do combate à dengue e às queimadas, por exemplo.

3. Junto a empresas e organizações que organizam prêmios ambientais, feiras e grandes eventos do setor, e que dependem de maior divulgação e visibilidade, participar em pacote dos projetos, assegurando um percentual para a divulgação através das mídias ambientais;

4. Estabelecer parcerias com governos e organizações que desejam dar transparência à boa aplicação de verbas públicas principalmente no setor ambiental, de saneamento, de medidas compensatórias ou de licenciamento, etc., um projeto do tipo Observatório da Mídia Ambiental: para onde vai o seu dinheiro público.

É possível para a mídia ambiental adquirir mais visibilidade e até poder de pressão.Na verdade, é preciso. Diz o ditado popular,quem não cresce não aparece, e quem não é visto não é lembrado. Apostar na união de todos é meio improvável, mas é possível iniciar com parcerias menores e ir crescendo à medida que os resultados forem surgindo.

ALERJ

DMC Firewall is developed by Dean Marshall Consultancy Ltd