vilmar berna

VILMAR SIDNEI DEMAMAM BERNA - Escritor e jornalista, fundou a Rebia - Rede Brasileira de informação Ambiental (rebia.org.br), e edita deste janeiro de 1996 a Revista do Meio Ambiente (que substituiu o Jornal do Meio Ambiente), e o Portal do Meio Ambiente (portaldomeioambiente.org.br). Em 1999, recebeu no Japão o Prêmio Global 500 da Onu para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio verde das Américas. www.escritorvilmarberna.com.br

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Os leitores, nossos editores

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255Os profissionais do jornalismo ambiental que não se reinventarem podem acabar perdendo o jeito na escolha do que é realmente importante para tais leitores, o que estão lendo, curtindo, compartilhando

 

Os lei t ores, Editar é escolher entre o que deve ser lido, visto, ouvido pelo público a partir do que alguém ou um grupo considere como mais importante. E toda escolha é sempre parcial, tendenciosa, pois carrega consigo conceitos, preconceitos, cultura e visões de mundo, comprometimentos, etc. Na melhor das hipóteses, tais tendências podem ser para o bem - mas de boa vontade dizem que o inferno está cheio. Na pior, é manipulação mesmo da verdade – o que nossa midia também está cheia de bons e de maus exemplos.

Então, nesta edição deixamos o leitor escolher, a partir do conjunto de informações que postamos diariamente no www.portaldomeioambiente.org.br e que encaminhamos através da Agência Rebia de notícias socioambientais para mais de 200.000 leitores cadastrados.

Alguns dizem que o Facebook se compara a uma mesa de bar, onde todos falam de tudo e de qualquer jeito sem se preocupar com a verdade ou relevância. Pode ser que sim, para uma grande maioria, mas não é verdade para todos. Existe muita gente que usa as Redes Sociais para “jogar conversa fora” e relaxar, rir e se divertir um pouco – o que é muito bom, claro, melhor ainda é poder estar com amigos e amigas em algum lugar, do mundo físico, pois somos animais sociais e é melhor interagirmos uns com os outros – com todas as dores e delícias de ser humano – que interagir com um teclado e uma tela de computador ou celular – como faço agora. Mas escrever é um ato quase sempre solitário, e ler também. O que as redes sociais nos trazem de novo é poder reunir pessoas em torno de temas específicos com a facilidade de poder curtir, comentar, compartilhar, como nunca nenhuma mídia permitiu. É a verdadeira democratização do direito de informar e ser informado, não mais do ângulo de mero telespectador. Os profissionais da comunicação sempre tiveram que assumir um papel – digamos, com um certo exagero, de “babás dos leitores”. Agora, nosso público cresceu, e precisamos nos reinventar.

Diante desta enorme Babel que pela primeira vez na história da humanidade tem a oportunidade de se ver, de se encontrar, o que é realmente importante para se ler? A opinião qualificada de pessoas de credibilidade comprovada passa a ser mais importante que a mera democratização da informação. Em nosso caso, o segmento de opinião de nosso interesse é o socioambiental e da sustentabilidade.

Um segmento relativamente pequeno comparado como da torcida do Flamengo, por exemplo, mas grande o suficiente para influir em políticas públicas e empresariais. Ao contrário de um torcedor do Flamengo que influencia para dentro do universo do seu próprio time, aqui, os leitores são quase sempre cidadãos e cidadãs formadores e multiplicadores de opinião para fora do seu universo.

Os profissionais do jornalismo ambiental que não se reinventarem podem acabar perdendo o jeito na escolha do que é realmente importante para tais leitores, o que estão lendo, curtindo, compartilhando. Claro, nem sempre a informação que o público quer comprar ou se dispõe a ler, pode não ser a que ele precisa, ou as revistas sobre a vida dos artistas, por exemplo, teriam menor importância que as de meio ambiente...

As notícias mais lidas

entre as que veiculamos na nossa página da Rebia nos últimos 30 dias, sem outro juízo de valor a não ser a quantidade de vezes em que estas notícias foram lidas. Até escolhemos alguns comentários que consideramos mais relevantes, a fim de mostrar um pouco de como Rede Rebia está sendo “sentida”.

Espero que gostem do resultado desta edição, escolhida pelos nossos leitores e leitoras.

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