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Mercado “verde” global vai triplicar até 2020

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Por Bernardo Nishikier*

O mercado global de baixo carbono e tecnologias de eficiência energética vai triplicar até 2020, atingindo US$ 2,2 trilhões, segundo previsões de um novo relatório do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, o Pnuma. Intitulado “Economia e Comércio Verde: Tendência, Desafio e Oportunidade”, o estudo destaca que a transição para uma economia verde é um passo fundamental para alcançar o desenvolvimento sustentável, e que os países em desenvolvimento são agentes-chave para catalisar essa mudança. Com abundantes recursos renováveis, eles estão bem posicionados para capitalizar as oportunidades e aumentar sua participação no mercado internacional de bens e serviços sustentáveis.

Mas para que isso aconteça, o relatório assinala que são necessários investimentos públicos em infraestrutura específica, assistência técnica, educação orientada e programas de capacitação. O relatório recomenda, ainda, a eliminação dos subsídios que incentivam práticas insustentáveis de produção, consumo e comércio, e o estabelecimento de políticas de preços que levem em conta os custos ambientais e sociais reais de produção e consumo. No campo das oportunidades, o estudo identifica seis setores com as maiores oportunidades comerciais verdes: agricultura, pesca, florestas, indústria, energia renovável e turismo. O mercado global de alimentos e bebidas orgânicas, por exemplo, está projetado para crescer dos 6,2 bilhões de dólares em 2011 para 10,5 bilhões de dólares em 2015. (Fonte: Exame.com)

 

Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) - O governo federal está empenhado no incentivo a iniciativas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Para desenvolver o modelo, estão sendo estudadas medidas adotadas no México, pioneiro no assunto, e que desenvolve um modelo de pagamento por serviços ambientais há 10 anos, e em países como os da União Europeia. O PSA é uma transação voluntária em que um determinado serviço é comprado por uma instituição, sob a condição de que o provedor garanta a provisão da atividade em questão. Em geral, os serviços são associados à captação de carbono e à conservação da biodiversidade e de recursos hídricos.. (Fonte: MMA)

Banco Mundial diz que 1,2 bilhão de pessoas vivem sem eletricidade - Quase 1,2 bilhão de pessoas vivem sem eletricidade e a proporção da energia renovável no consumo mundial aumentou muito pouco em 20 anos, segundo um relatório publicado esta terça-feira e co-dirigido pelo Banco Mundial (BM) e a Agência Internacional de Energia (AIE). “Foram registrados avanços modestos desde 1990 no acesso à eletricidade (…) ou na alta da parte de energias renováveis e na melhora da eficiência energética”, destacou o Banco Mundial em um comunicado. Entre 1990 e 2010, o percentual de pessoas privadas de eletricidade no mundo recuou de 24% para 17%, mas a melhora é insuficiente, especialmente em algumas regiões da Índia, segundo o BM. Durante este período, 1,7 bilhão de pessoas tiveram acesso pela primeira vez à eletricidade, apenas um pouco mais do que o crescimento da população mundial (1,6 bilhão de pessoas) no curso destes 20 anos, acrescentou o informe. “O ritmo da progressão deveria dobrar para atingir a meta de 100% até 2030", destacou o BM. A outra meta fixada pela ONU em 2011 e que consiste em dobrar a proporção relativa às energias renováveis (eólica, solar e outras) até 2030 também parece ambicioso. Em 2010, a contribuição das renováveis aumentou 18% frente a 16,6% há 20 anos, segundo o relatório. Os 20 países que consomem 80% da energia mundial – especialmente Estados Unidos e China, que usam 40% entre os dois – devem “mostrar o caminho” ou tomar “medidas decisivas” para aumentar o papel das renováveis para 36%, destacou o informe. (Fonte: Terra)

Estudo revela que 24 milhões de toneladas de lixo tiveram destino inadequado em 2012 - Em 2012, foram enviados para destinos inadequados 24 milhões de toneladas de lixo (37,5%), segundo levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), divulgado na terça-feira (28). A pesquisa aponta ainda que, dos 64 milhões de toneladas de resíduos gerados ao longo do ano passado, 6,2 milhões não foram sequer coletados. O percentual de coleta apresentou, entretanto, um aumento de 1,9% em comparação a 2011, totalizando 55 milhões de toneladas em 2012. “Percebemos, nesses dez anos de estudo, que o índice de coleta tem crescido paulatinamente, indicando que a universalização desses serviços é um caminho possível”, avaliou o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho. O Nordeste é a região com maior percentual de resíduos levados para destinações inadequadas, como lixões. De acordo com o estudo, 65% do lixo gerado na região, um total de 25,8 mil toneladas por dia, não tiveram destinação final adequada. Apenas 77% dos resíduos produzidos no Nordeste são coletados, sendo que a região responde por 26% (51,6 mil toneladas diárias) do lixo gerado no país. A melhor cobertura de coleta foi verificada no Sudeste (96,8%), a região que melhor destina os resíduos, com 72% do lixo (pouco mais de 70 mil toneladas diárias) enviados para aterros sanitários. Apesar disso, 51% das cidades da região, o equivalente a 854 municípios, não tratam adequadamente os seus resíduos. Para o diretor da Abrelpe, faltam os investimentos necessários para avançar na coleta e destinação correta dos resíduos sólidos. “As mudanças demandadas pela PNRS [Política Nacional de Resíduos Sólidos] requerem investimentos concretos e perenidade”, ressaltou. O problema, segundo Silva Filho, é que muitas cidades não têm condições de aportar esses recursos. “A maioria desses municípios tem menos de 10 mil habitantes e não dispõe de condições técnicas e financeiras para solucionar a questão dos resíduos sólidos de maneira isolada”, completou. (Fonte: Agência Brasil)

Resíduos de podas de árvores não poderão ser enviados a aterros sanitários a partir de 2014 por não serem considerados rejeitos pela PNRS - A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) 12305/10 estabeleceu como limite agosto de 2014 a adequação do destino final dos resíduos de madeira, em especial os de podas de árvores em áreas urbanas, que não seja para aterros sanitários por estes materiais não serem mais considerados como rejeitos. Para se ter ideia de quanto de resíduo de poda é gerado, um estudo da ESALQ/USP de Piracicaba, realizado por Ana Maria Nolasco e Ana Maria de Meira na cidade, constatou que mensalmente são gerados 181,35 toneladas de resíduos referente a poda de  1250 árvores, em média. Piracicaba possui 365 mil habitantes e 92% destes vivem em área urbana.

 

60 12072013c* Bernardo Niskier é Membro do conselho editorial da Revista do Meio Ambiente e diretor da TecnEnge Tecnologia de Engenharia Ltda. - www.tecnenge.com.br ( 21 2104-9502/9504 - O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo." style="line-height: 1.3em;">O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )

 

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