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Rio vira sede de Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável

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Por Bernardo Niskier*

Primeiro aniversário da Rio+20 é comemorado com lançamento de instituto da ONU voltado para o estudo de práticas de economia verde

Uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Pnud), foi lançado hoje (24/6), no Rio de Janeiro, o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+), em cerimônia no Jardim Botânico. O Rio+ funcionará em um espaço cedido pela Coppe/UFRJ, na Ilha do Fundão.


Centro de referência da ONU para a promoção da integração entre as dimensões econômica, social e ambiental, o RIO+ irá facilitar a pesquisa, o intercâmbio de conhecimentos e promover o debate internacional sobre o desenvolvimento sustentável econômico, social e ambiental.

O projeto de instalação do Rio+ foi aprovado há um ano, na Conferência de Desenvolvimento Sustentável da ONU Rio+20, realizada na Cidade do Rio de Janeiro. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, participaram do lançamento do Rio+, em cerimônia no Jardim Botânico. Minc representou o governador Sérgio Cabral.

O Rio+ reunirá um consórcio internacional de parceiros formado por representantes do poder público, organizações não governamentais, universidades e iniciativa privada, criando um espaço exclusivo para discutir ideias e ações inovadoras para a construção de um mundo sustentável.

Dentre esses representantes, estão a Fundação Getúlio Vargas, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Pnud, o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), a Prefeitura do Rio e os governos Federal e do Estado do Rio de Janeiro.

Uma das primeiras atividades do RIO+ será dar prosseguimento às discussões e avaliar as sugestões reunidas através da plataforma dos Diálogos Sustentáveis da Rio+20 (www.riodialogues.com) – lançado antes da Conferência Rio+20, no ano passado. Os Diálogos foram lançados pelo Governo do Brasil – com o apoio do Pnud – e, até agora, engajaram mais de 12 mil cidadãos e especialistas nas discussões relacionadas à Rio+20.

“A abertura deste centro mundial é um momento decisivo para a comunidade de desenvolvimento global e representa um impulso firme para enfrentar os desafios e oportunidades do nosso mundo contemporâneo", disse Rebeca Grynspan, administradora-adjunta do Pnud e subsecretária-geral da ONU.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, destacou que o debate e a definição dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são parte do importante papel que o RIO+ vai exercer:

“O RIO+ será também um espaço político relevante para a promoção do diálogo com a sociedade, abrindo portas para universidades, setor privado, governos e todas as pessoas interessadas em discutir e promover o desenvolvimento sustentável”, destacou.

O secretário Carlos Minc ressaltou a importância do Rio de Janeiro sediar um instituto da ONU:

“O Rio será o local onde estarão reunidos economistas, cientistas sociais dentre tantos outros pesquisadores internacionais que irão discutir e debater as melhores soluções tecnológicas, científicas e práticas para o desenvolvimento sustentável em questões como, por exemplo, serviços, saneamento e transporte”, disse.

Minc lembrou a criação do inédito Fundo Verde de Desenvolvimento e Energia para a Cidade Universitária da UFRJ, em outubro de 2012.

“Então, com recursos anuais de R$ 7 milhões, oriundos da parcela do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) que a UFRJ normalmente paga em sua conta de luz, o Fundo Verde será revertido em benefício da própria universidade, porque vai financiar a elaboração e a execução de projetos sustentáveis que a UFRJ desenvolve, como a instalação, na Ilha do Fundão, de placas fotovoltaicas para a produção e uso de energia elétrica, a partir da luz solar, e de um retrofit verde (reforma sustentável) do Hospital Universitário. São investimentos importantes para um local que abrigará este importante centro da ONU”, relembrou.

O secretário também destacou que o Governo do Estado vem se empenhando em implantar o uso de energia limpa no estado. “Dentro deste contexto, o governador determinou, através de decreto, que empreendimentos que utilizem energia fóssil, por exemplo, como o gás, destinem um percentual de seus investimentos em energia eólica e solar.”

A criação do RIO+ foi anunciada no último dia da Conferência Rio+20, em 22 de junho de 2012, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pela Administradora do PNUD, Helen Clark, que assinaram a parceria e apresentaram os objetivos do centro e de seus 26 parceiros iniciais.

 

Bernardo Niskier é membro do conselho editorial da Revista do Meio Ambiente e diretor da TecnEnge Tecnologia de Engenharia Ltda. - www.tecnenge.com.br ( 21 2104-9502/9504 - O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )

 


Fonte: Secretaria de Estado do Ambiente - SEA

ALERJ

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