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A destruição do meio ambiente vista do espaço

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Paulo André Vieira

Segundo o último relatório publicado pelo IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o grau de certeza que as atividades humanas estão impulsionando o aquecimento que o mundo tem experimentado subiu de "muito provável" (90% de confiança) em 2007, para "extremamente provável" (95% de confiança) em 2013. Uma das medidas para evitar os piores cenários para o planeta no futuro é a preservação das florestas, mas recentemente foi anunciado que o desmatamento voltou a subir na Amazônia, chegando ao patamar de 5.843 km² de floresta derrubada, contra 4.571 km² registrado no ano passado. O aumento foi de 28% em relação a 2012.

É a atividade humana que está causando o desaparecimento de mares, lagos, florestas e geleiras ao redor do mundo. O desaparecimento das neves do Kilimanjaro não são apenas uma perda poética ou estética. Trocar floresta por pasto significa colocar milhões de toneladas de carbono na atmosfera e ameaçar seriamente a biodiversidade. Desviar o curso de rios causa o desaparecimento de mares e lagos, trazendo fome e sede para milhões de pessoas.

Nas animações abaixo, feitas com imagens do programa Landsat, é possível ver o meio ambiente sendo literalmente destruído pela ação direta ou indireta do homem. As florestas derrubadas e transformadas em pasto dificilmente voltarão a ser o que eram antes. O desaparecimento de um mar e o processo de desertificação decorrente são praticamente irreversíveis.

Há aqueles que preferem acreditar que tudo isso não passa de um ciclo natural do planeta, e que logo tudo voltará ao normal. Tomara que estejam certos, mas vendo as animações abaixo é impossível não ficar com um frio na barriga e se perguntar se, se estiverem errados, já não será tarde demais para tentar consertar as coisas.

Rondônia

Segundo o INPE, até hoje já foram desmatados mais de 700.000 km2 da Amazônia. Isso equivale à área de 23 Bélgicas, ou 17 Holandas, ou ainda 172.839.500 campos de futebol. Isso significa que 15% da floresta original já não existe mais. Além da grande quantidade de carbono na forma de CO2 liberada para a atmosfera, as perdas na biodiversidade são irreversíveis.

Mar de Aral

Os rios que desaguavam neste que já foi o quarto maior lago do mundo foram desviados pela União Soviética na década de 1960 para irrigar as planícies áridas da região. Em 2007 já havia se reduzido a apenas 10% de seu tamanho original, e em 2010 estava dividido em três porções menores, em avançado processo de desertificação. Embora tenha havido um aumento na porção norte do lago, o sul parece ter secado definitivamente, afetando milhares de pessoas que dependiam da pesca e turismo.

Lago Chade

Na década de 1960 tinha uma área superior a 26 000 km², o que o tornava o quarto maior lago de África. Entre 1960 e 2005 a população da área dobrou e entre 1983 e 1994 a irrigação quadruplicou. A salinidade da bacia norte vem aumentando muito com a entrada de água para o local ficando cada vez menor, o que vem causando a extinção de muitas espécies animais e vegetais, com posterior crescimento da erosão.

Monte Kilimanjaro

Desde 1912 mais de 80% da cobertura de gelo no Kilimanjaro já desapareceu. Entre os anos de 1989 e 2007 houve uma perda anual de 2,5%. No ritmo atual projeta-se que o Kilimanjaro se tornar livre de gelo em algum momento entre 2022 e 2033.

 

Fonte: O Eco.


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