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Terra pode perder 75% de sua biodiversidade nos próximos séculos

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O pinguim Africano (Spheniscus demersus), está em vias de extinção. Sua população diminuiu em 60% em quase 30 anos, em parte por causa da competição por comida da pesca comercial na costa da África Austral

Ao longo dos últimos 3,5 bilhões de anos mais de 95% das espécies que já povoaram a Terra foram extintas. Esta é a estimativa científica sobre o passado. No entanto, a perda da biodiversidade mundial ainda acontece hoje e em níveis altíssimos.

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Nova estimativa diz que 8,7 milhões de espécies habitam a Terra

501O novo número vem do estudo das relações entre os ramos e folhas da “árvore genealógica da vida”

por Natasha Romanzoti

Segundo uma nova estimativa, a mais precisa até hoje, o mundo natural contém cerca de 8,7 milhões de espécies. No entanto, a grande maioria não foi identificada ainda, e sua catalogação poderia demorar mais de 1.000 anos. Embora o número de espécies no planeta possa parecer algo óbvio de se saber, é muito difícil calculá- lo. Há anos os cientistas pensam numa maneira de resolver o problema, já que uma série de abordagens diferentes foi tentada, sem sucesso.

A última tentativa, porém, parece ter sido a melhor aplicada. Hoje, cerca de 1,2 milhões de espécies foram formalmente descritas, a grande maioria da terra, e não dos oceanos.

O truque da equipe foi olhar para a relação entre as espécies e os agrupamentos mais amplos a que pertencem.

501bEm 1758, o biólogo sueco Carl Linnaeus desenvolveu um sistema abrangente de taxonomia, que ainda está, embora com modificações, em uso hoje.

Grupos de espécies intimamente relacionadas pertencem ao mesmo gênero, que por sua vez estão agrupadas em famílias, então em ordens, em seguida, classes, filos, e, finalmente, em reinos (tais como o reino animal).

Quanto mais alto para a árvore hierárquica da vida você olha, as descobertas tornam-se mais raras, o que é pouco surpreendente, já que uma descoberta de uma nova espécie é muito mais comum do que a descoberta de um filo ou classe totalmente nova.

Os pesquisadores quantificaram a relação entre a descoberta de novas espécies e a descoberta de novos grupos superiores, como filos e ordens, e usaram os números para prever quantas espécies permanecem desconhecidas.

A abordagem previu com precisão o número de espécies em vários grupos bem estudados, como os mamíferos, peixes e aves, proporcionando confiança no método. E o número total saiu como 8,7 milhões, com margem de erro de cerca de um milhão.

A grande maioria dos 8,7 milhões de espécies são animais, com números cada vez menores de fungos, plantas, protozoários (um grupo de organismos unicelulares) e cromistas (algas e outros micro-organismos). O número exclui bactérias e alguns outros tipos de micro-organismo.

Se isto estiver correto, então apenas 14% das espécies do mundo já foram identificadas, e apenas 9% desse número nos oceanos.

A equipe que realizou a estimativa alerta que muitas espécies serão extintas antes de poderem ser estudadas.

Os pesquisadores comentam que, quando as pessoas pensam em espécies, tendem a pensar em mamíferos ou aves, que são muito bem conhecidos. Mas, quando você vai para uma floresta tropical, é fácil de encontrar novos insetos, e quando você vai para o fundo do mar e puxa uma rede, 90% do que você vê podem ser espécies desconhecidas.

Caminhando conforme as taxas atuais de descoberta, completar o catálogo levaria mais de 1.000 anos. No entanto, novas técnicas tais como o “código de barras” de DNA podem acelerar as coisas.

Os estudos a fim de chegar a um número mais preciso possível continuarão. Mas algo perto de 8,7 milhões já é demais, e nos mostra o pouco que sabemos sobre as espécies com as quais compartilhamos o planeta.


Fonte: HypeScience / BBC.


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