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Ainda há muito por fazer

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218Por Paulo Tupinambá*

Reciclando Vidas nasceu com o intuito de fazer frente à situação absolutamente inaceitáVel com a qual nos deParamos em 2009, quando adquirimosa emPresa resPonsá-Vel Pelo emPreendimento de construção do aterro: o trabalho infantil.

O projeto cumpriu rapidamente ozseu objetivo e em um prazo curto, da ordem de semanas, as 130 crianças já estavam fora do aterro e envolvidas em outras atividades mais adequadas às suas idades. Cumprido seu objetivo fundamental, a retirada das cri anças do contato com o lixo, o projeto foi se aperfeiçoando até chegar ao modelo atual, gerenciado pelo Instituto Synthesis.

O Reciclando Vidas passou a oferecer para as crianças, adoles centes e suas famílias mais que a simples remoção da área do aterro, realizando atendimento de assistentes sociais, ajuda econômica (com bolsas-auxílio) e apoio educacional Isso só aconteceu devido às parcerias fundamentais com a Petrobras e a Prefeitura de São Gonçalo. Tenho uma recordação muito forte em minha mente da primeira visita que fi zemos ao aterro e o impacto gerado em ver aquelas crianças no lixão, vetor de contaminação ambi ental, gases de efeito estufa e de doenças. Os desafi os na im plantação do projeto foram enormes, enfrentamos a descon fi ança inicial da própria comunidade; a interferência do crime organizado da região; e as especifi cidades que o trabalho social com catadores exige. Diferentemente de muitos outros grupos com carências sociais, esses seres humanos possuem uma constituição social muito mais complexa.

O aperfeiçoamento das métricas de acompanhamento do desenvolvimento escolar, social e de saúde das nossas crianças é uma meta incansável para todos nós do Grupo Synthesis, pois só assim podemos oferecer cada vez mais transparência nos resultados obtidos e identifi car os pontos que necessitam de mais ou menos investimentos. Sabemos que em primeiro lugar uma empresa precisa defi nir com muita clareza o que quer e o que pode fazer na área de responsabilidade social. Se a empresa tiver uma proposta clara na área de respon sabilidade social, certamente, quase por definição, haverá alinhamento com uma comunidade, como aconteceu em Itaóca. É muito comum vermos agendas confusas misturando interesses comerciais com Responsabilidade Social. Não é o nosso caso.

Acredito que o exemplo do projeto Reciclando Vidas pode e deve ser replicado em outros lugares do Brasil. Com a digni dade da população local recuperada e com o novo Centro de Tratamento de Resíduos da região operando com as mais modernas tecnologias para o tratamento do lixo, temos ao mesmo tempo a sensação do dever cumprido e de que ainda há muito por fazer.

* Paulo Tupinambá é presidente do Grupo synthesis

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