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Dilma e as questões ambientais

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Por Letícia Klein

O primeiro governo de Dilma Rousseff foi um revés para o meio ambiente. Apenas três unidades de conservação criadas (desconsiderando aquelas criadas duas semanas antes do 2º turno e após a eleição), o desmatamento aumentou, a forte aliança com a bancada ruralista permitiu um novo Código Florestal que beneficia mais os latifundiários do que as florestas. Por essas e outras, a presidente reeleita já mostrou que não se preocupa com a preservação ambiental. Isto precisa mudar e cabe a nos cobrarmos medidas e respostas para que ela tenha outra postura no segundo mandato frente às questões ambientais.

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Em nome da sobrevivência no planeta

Todos nós somos importantes porque contribuímos para fazer com que o mundo esteja como está

Por Francisco Milanez*

Quando a maioria de vocês ainda não tinha nascido, há 40 anos surgia o movimento ecológico brasileiro, em Porto Alegre, na Agapan – Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural.

Até então já havia pessoas que lutavam pelo conservação da natureza, por admiração e respeito. Pessoas como estas criaram o movimento ecológico numa luta, que não era mais só para proteger a natureza, mas para permitir a sobrevivência da humanidade também.

Hoje

De lá para cá, muita coisa mudou, inclusive as pessoas que participam do movimento. No começo a luta era quase que exclusivamente para impedir a destruição de árvores, morros, rios e parques.

Hoje, a luta ambiental quer também encontrar formas melhores de fazer as coisas, reaproveitar os restos de nossa sociedade e discutir se algumas coisas são realmente necessárias para o nosso bem-estar. Hoje, estamos em um momento interessante,

Hoje, estamos em um momento interessante, que envolve toda a sociedade, na busca de soluções para viver melhor. Todos nós somos importantes porque contribuímos para fazer com que o mundo esteja como está.

Existem duas maneiras de atuar na nossa sociedade: a forma ativa e a passiva. Os ativos são em menor quantidade. Alguns defendem ativamente a natureza. Outros, a destroem desmatando, poluindo e explorando-a de forma agressiva.

Os passivos são a maioria e, aparentemente, não fazem nada, mas isto não é verdade. Todos nós compramos coisas e temos uma forma de viver que é a nossa. Isto, embora não pareça, é muito importante e também pode ajudar ou atrapalhar a questão ambiental.

Como modificamos

Quando compramos um veneno para matar baratas em casa, estamos atuando sobre o meio ambiente. Através das baratas, aquele veneno vai começar a fazer parte do meio ambiente. Se ele for um veneno que não é biodegradável, vai entrar no ciclo da vida e acabará voltando para nós, através dos alimentos. O que um dia esteve em uma barata ou formiga, amanhã poderá estar na gente.

Além do perigo imediato do veneno, quando compramos, estamos também estimulando a indústria a produzir mais veneno. Afinal, o que não é vendido não é produzido.

Quando ligamos uma luz desnecessária ou qualquer outro aparelho elétrico, estamos aumentando o consumo de energia e, para isto, vai ser queimado mais carvão ou vão ser inundadas mais terras com barragens para produzir a energia que gastamos.

Quando compramos um alimento para comer ou beber, cheio de produtos químicos, estamos consumindo algo que não é saudável ao invés de alguma coisa natural e estamos incentivando a produção dessas coisas. Quando desperdiçamos papel, estamos desperdiçando as árvores das quais o papel é feito.

Quando jogamos na terra produtos químicos, estamos envenenando a terra e a água que são as fontes da nossa alimentação. Tudo o que vai para a terra, a chuva leva também para os rios ou para as nascentes destes rios.

A lição da ecologia

Através da ecologia, o homem descobriu que a vida não é apenas um somatório de acontecimentos isolados. Ao contrário, tudo está relacionado.

É muito bonito ver como somos ligados e dependentes da natureza. Tudo o que ela faz influi sobre a gente.

O veneno que o vizinho usou no jardim, amanhã poderá estar no nosso organismo produzindo uma doença. A poluição das fábricas, que incentivamos comprando, torna a vida pior.

Tudo influi sobre tudo. E por isto, quando se fala em consciência ecológica, se fala em ver o mundo de uma forma global. Isto é porque o que os países estão poluindo em seu território já está matando os animais lá longe, no pólo, através da água dos rios que acaba no mar e através do ar poluído que também chega lá.

Tudo isto não significa que tenhamos que tornar a vida algo desagradável, onde não se possa fazer nada de bom. Pensar assim, ao contrário, é libertar a humanidade de toda a mentira que ela mesma criou. A mentira de ficar comprando os alimentos pelas embalagens, sem se preocupar com o conteúdo. Quando comprarem as coisas, pensem no que elas vão causar para sua saúde ou quanto as embalagens delas podem vir a sujar o mundo. Pensem sempre sobre os efeitos de cada uma das ações de vocês no dia-a-dia. É exatamente o ato de pensar que pode libertar o homem da destruição do nosso planeta que é único.

Abraçar um amigo, sorrir para a namorada, conversar, caminhar, aprender-ensinar, são as coisas verdadeiramente boas, não poluem e tornam o mundo mais belo. O resto é enfeite.

Francisco Milanez - Professor, arquiteto, urbanista, biólogo, escritor e terapeuta. Atual coordenador do Plano Rio Grande do Sul Sustentável do Governo do Estado do RGS, ex- presidente da Agapan - Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural


Fonte: FRANCISCOMILANEZ.COM

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Quanto de barbárie existe ainda dentro de nós?

Trecho do quadro Guernica, pintado por Pablo Picasso em 1937, sobre a Guerra Civil Espanhola.

O ser humano é uma equação ainda não resolvida: cloaca de perversidade para usar uma expressão de Pascal e ao mesmo tempo irradiação de bondade de uma Irmã Dulce na Bahia que aliviava os padecimentos dos mais miseráveis.

Leonardo Boff

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Sustentabilidade na política é objeto de agenda criada por ONGs

452Objetivo é propor ideias e cobrar promessas de políticos nas eleições 2014

Por Sucena Shkrada Resk

Respeito aos limites do planeta; garantia de direitos com redução das desigualdades; integridade e transparência; economia para a sustentabilidade; reforma política e fortalecimento da democracia; valorização do trabalho e gestão pública. Esses sete eixos fazem parte da plataforma da Agenda Brasil Sustentável, lançada com a adesão inicial de 25 organizações não governamentais (ambiental, social e empresarial), dirigida aos candidatos às Eleições 2014.

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Investimento Social Privado – a boa vontade que faz a diferença

450O “Limpa Brasil – Let’s do it!” é o maior movimento mundial de cidadania e cuidado com o meio ambiente e foi trazido para o Brasil em 2010 por Tião Santos, através do Movimento Atitude Brasil. Na foto, alunos da Escola Municipal Chico Mendes, em Recife

Por Rogério Ruschel*

Somos o país da Copa, das Olimpíadas, da diversidade cultural, da alegria – e das diferenças sociais. O Brasil é uma economia rica (o 7o PIB do planeta) mas tem um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) paupérrimo: estamos em 85º lugar no mundo, segundo os dados de 2013 do PNUD-ONU.

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