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PERIGO: animais na pista - [Pag 21 - Ed 56]

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por Marcelo Pereira* [O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.]
 
Respeite a vida de um animal.
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Todos os dias centenas de animais são atropelados nas estradas do Brasil. Com essa grande quantidade de animais silvestres atropelados diariamente, ocorre um desequilíbrio na biodiversidade, já que a ampla maioria dessas mortes está relacionada a espécies ameaçadas pela extinção, como onças pintadas, tamanduás-bandeira, entre outros.
 Em nosso país temos inúmeras rodovias cortando diversas florestas e reservas biológicas, como por exemplo, a BR 101, que corta a Reserva Biológica de Sooretama, no Espírito Santo.
 
Muitos animais morrem atropelados atravessando estradas para buscar alimentos ou relacionar-se com outros membros da espécie. Independentemente de correrem ou não risco de extinção, a criação de passarelas e ecodutos podem salvar milhares de animais do atropelamento.
 
Em maio de 2012, três capivaras (mãe e filhotes) foram atropeladas na avenida Afonso Pena, na cidade de Campo Grande – MS. O motorista fugiu, mas o impacto foi tão grande que a placa do veículo ficou no local, dando uma pista para a investigação policial. A OAB local cobrou a solução do caso às autoridades policiais. O motorista vai responder por maus tratos a animais e estará sujeito as penas. Para a integrante da comissão de meio ambiente da OAB de Campo Grande, Daniela Caramalac, é um dever do cidadão cobrar providências para casos como estes: “A ciência já demonstrou que eles sofrem da mesma forma que os seres humanos. Sentem dor, medo e agonia, e precisam ser respeitados e ter reconhecida a sua dignidade, não podem ser tratados como seres insensíveis e inanimados. Temos que cobrar”, diz.
 
O atropelamento de um jaguar numa estrada da Argentina em 2012 levantou a discussão de como os humanos devem conviver com os animais silvestres. Devido ao desenvolvimento humano, muitas áreas naturais diminuíram e isolaram-se entre si. Os animais precisam sair e conquistar espaços maiores para sobreviver, mas correm perigo no caminho.
 
Para evitar que os animais morram durante este percurso a ONG argentina Conservación, juntamente com o departamento de viabilidade, criou um “corredor biológico”, uma área segura de conexão entre dois parques. O recurso mais utilizado é o chamado “passafauna”, um túnel que passa por baixo do asfalto, onde os animais podem transitar de um lado ao outro sem perigo. Este sistema foi implantado no ano de 1994 na província de Misiones, que atualmente conta com 12 passafaunas. É esperado que o número triplique nos próximos anos.      
 
Além das pontes para animais, outra solução para ajudar os animais silvestres a atravessarem as estradas são os “ecodutos”, que são túneis que permitem aos animais transitarem seguramente por barreiras construídas por humanos, como as estradas. Esta é uma prática que conserva o habitat do animal, permitindo conexões e entre habitats que foram fragmentados pelo humano. Eles também são importantes, pois evitam a colisão entre veículos e animais, o que é bom para os dois lados, que na maioria das vezes é fatal para os animais.
 
Entrou em vigor no último dia 27 de dezembro, uma lei que determina que os italianos socorram animais acidentados. A obrigatoriedade vale para todos os cidadãos, tendo eles ou não sido o causadores das injúrias ao animal. Trata-se de uma iniciativa nobre e necessária e que seria muito bem-vinda para a realidade brasileira. No nosso país não são poucos os casos de animais que se perdem, ou mesmo os que vagam pelas ruas,  e acabam morrendo acidentados pela mera falta de socorro.
 
No caso italiano, a lei obriga o motorista a levar o animal para uma clínica veterinária, tendo o socorrista, inclusive direito a passar no sinal vermelho por se tratar de uma emergência. Esta medida coloca a Itália entre os primeiros lugares quanto ao respeito e proteção dos animais.  A obrigatoriedade é a mesma imposta em relação ao socorro de pessoas e deverá ser aplicada em cães, gatos e outras espécies de animais atropelados nas estradas.
 
Nós motoristas, devemos ter mais prudência em relação aos animais em estradas, bem como aos animais domésticos, na sua maioria cães  e gatos, que transitam pelas ruas das cidades. Preservar a vida animal  é um dever de todos.

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