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Macaco Chico: vítima do poder público ausente e do amor torto por animais

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Chico e dona Elizete: uma história de 37 anos recheada de erros Foto: Fabio Rodrigues/G1

A apreensão pela Polícia Militar Ambiental do macaco-prego-amarelo (Sapajus libidinosus) Chico, em São Carlos (SP), tem motivado reações diversas. O elemento gerador de polêmica é o fato de o animal ter vivido por 37 anos com uma família. Foram quase quatro décadas de cativeiro ilegal, sendo tratado como bicho de estimação.

“O macaco-prego Chico, que há 37 anos vivia com uma família de São Carlos (SP), foi retirado do local, na manhã deste sábado (3), pela Polícia Militar Ambiental após denúncia. O animal se agarrou ao pescoço da dona e ofereceu resistência ao ser levado da casa. Elizete Farias Carmona, de 71 anos, que o tratava como filho, passou mal e teve que ser levada ao pronto-socorro.” – texto da matéria “Após 37 anos, macaco tratado como filho é tirado da família em São Carlos”, publicada em 3 de agosto de 2013 pelo portal G1

A grande vítima dessa história toda é Chico. Sua existência sempre será marcada por dois grandes momentos de sofrimento. O primeiro quando foi caçado para virar objeto ou mercadoria:

“A dona de casa (Elizete – explicação Fauna News) contou que Chico chegou ao bairro por meio de um caminhoneiro vindo de Mato Grosso. Ela frequentava a casa da família (do caminhoneiro – explicação Fauna News) devido à amizade que mantinha com a mulher e com os filhos.

"O Chico foi acostumando comigo e quando eu vinha embora ele vinha atrás de mim. O macaco era bravo com eles, mas comigo não. Um dia ele quis morder uma das crianças e o pai queria matar o macaco. A mulher interveio e como ele gostava de mim, acabou me dando. Eu comecei a cuidar. Ele nunca me mordeu, mas tem dias que ele está de mau humor e nem olha na minha cara", relatou Elizete.” – texto da matéria “Dona de casa de São Carlos, SP, trata macaco-prego como filho há 37 anos”, publicada em 23 de fevereiro de 2013 pelo portal G1

A grande vítima dessa história toda é Chico. Sua existência sempre será marcada por dois grandes momentos de sofrimento. O primeiro quando foi caçado para virar objeto ou mercadoria:

“A dona de casa (Elizete – explicação Fauna News) contou que Chico chegou ao bairro por meio de um caminhoneiro vindo de Mato Grosso. Ela frequentava a casa da família (do caminhoneiro – explicação Fauna News) devido à amizade que mantinha com a mulher e com os filhos.

"O Chico foi acostumando comigo e quando eu vinha embora ele vinha atrás de mim. O macaco era bravo com eles, mas comigo não. Um dia ele quis morder uma das crianças e o pai queria matar o macaco. A mulher interveio e como ele gostava de mim, acabou me dando. Eu comecei a cuidar. Ele nunca me mordeu, mas tem dias que ele está de mau humor e nem olha na minha cara", relatou Elizete.” – texto da matéria “Dona de casa de São Carlos, SP, trata macaco-prego como filho há 37 anos”, publicada em 23 de fevereiro de 2013 pelo portal G1

Chico foi capturado na mata e pode ter sido vendido para o caminhoneiro. O macaco acabou traficado, passou medo e sabe-se lá o que enfrentou até chegar à casa de dona Elizete. Ele perdeu a liberdade e a natureza perdeu com a sua ausência, já que o animal deixou de cumprir suas funções ecológicas no ecossistema onde nasceu.

O segundo momento, lógico, foi na recente apreensão, com a retirada forçada do primatal de seu ambiente conhecido. Afinal, depois de 37 anos, o macaco-prego-amarelo havia se transformado no Chico, uma caricatura de animal silvestre:

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