Imprimir

Água do 2º volume morto do Cantareira acaba em março

. Acessos: 785

608Como o governo sabendo há mais de uma década sobre o limite da oferta de água deixou o Cantareira ficar assim?

Em fevereiro de 2014, quando o sistema atingiu o limite recuperável do “volume vivo”, ainda era possível reverter seu estado para preservar o Cantareira. Para isso, era necessário que a gestão da Sabesp e o governo assumissem a crise, pedissem redução de consumo, pensassem em um modelo de racionamento e apresentassem um plano de contingência, mas era época de campanha. Em matéria da Folha, Carlos Tucci, engenheiro premiado pela Unesco, explicou que “agora, é muito mais difícil. Certamente, não será neste ano ou em 2016”.

Foi usado o “1º volume morto”, água nunca antes fornecida para seres humanos, sem muita divulgação de relatórios de qualidade da água tratada (inacessíveis) ou dos impactos do uso da reserva para a recuperação do reservatório. Começaram a retirar a água vital e impedir a capacidade de recuperação do reservatório. Em outubro do ano passado, acabava o 1º volume morto. Mesmo com a ANA (Agência Nacional de Águas) sendo inicialmente contra, o governo de SP e Sabesp conseguiram o direito de secar ainda mais o sistema para tirar água de onde não tinha: eis que surgiu o “2º volume morto”, ainda mais desconhecido e com relatórios de análise mais inacessíveis. Com os dias contados para seu fim, o governo agora, num passo suicida, já prevê usar o que restaria de água em um “3º volume morto”, que, segundo as mais otimistas projeções, duraria até junho/julho.

 

Fonte: www.facebook.com/aguasualinda


ALERJ

DMC Firewall is a Joomla Security extension!