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'Meio ambiente é algo que começa dentro de nós'

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’Meio ambiente é algo que começa dentro de nós’

por Fernanda Couzemenco

“A expansão da consciência ambiental se dá na exata proporção em que percebemos meio ambiente como algo que começa dentro de cada um de nós, alcançando tudo o que nos cerca e as relações que estabelecemos com o universo”. A afirmação é do jornalista André Trigueiro e foi publicada em 2003 na introdução do livro Meio Ambiente no Século XXI, por ele organizado. E foi a inspiração para nomear esta série de reportagens.

A mensagem nela contida – “Meio ambiente é algo que começa dentro de nós” – já se tornou quase um jargão entre muitos públicos, sendo largamente utilizada por educadores ambientais dentro e fora das salas de aula.

No momento planetário atual de múltiplas crises ecológicas, aprender o significado profundo desta frase, já meio gasta, é fundamental. Crise das águas, do clima, das florestas, do lixo, da poluição, da escassez de alimentos, do consumismo ...

A crise que identificamos fora, no planeta, começa, invariavelmente, dentro de cada um de nós. E a verdadeira transformação só acontece(rá) a partir de um intenso e corajoso autotrabalho, em que não só hábitos, mas também crenças e valores precisam ser reprogramados.

Reprogramando o cérebro

E é nesse sentido, de reprogramação cerebral, que atua a primeira terapia abordada na série, o ThetaHealing, que utiliza as vibrações theta do cérebro para promover curas em diversos níveis, inclusive financeiro, e para ampliar a consciência individual em direção a uma postura mais responsável para com o planeta.

“Nós podemos entrar na onda cerebral Theta e mudar o sistema de crenças das pessoas. Podemos alterar os programas do subconsciente e podemos mudar os programas genéticos”, explica a fundadora da técnica, Vianna Stibal, em dois dos muitos vídeos disponíveis na internet.

“O seu cérebro é esperto. Pode ser treinado para fazer todos os tipos de coisas. No ThetaHealing nós treinamos o seu cérebro para fazer algo que o seu espírito já sabe fazer. É por isso que as pessoas são tão bem-sucedidas com o Thetahealing. O nosso espírito já sabe como fazer”, encoraja a mestra.

Consciência expandida

Pétala Mota, praticante e instrutora da técnica, tem trazido o ThetaHealing para o Espírito Santo. Pétala mora no Vale do Capão, na Chapada Diamantina/BA – e retorna periodicamente a Vitória para ministrar palestras e cursos de ThetaHealing –, onde atende aos pacientes encaminhados pela unidade de saúde pública local. E tem presenciado curas diversas em pessoas de todas as idades e perfis socioeconômicos. Insônias, medos, estresse “É muito bonito ver as transformações nas vidas das pessoas”, conta.

Assim como a mestra Vianna, Pétala também enfatiza a mudança do sistema de crenças. “Fomos criados na cultura da escassez, com medo muito grande. Por que existe fome? Não faz sentido. A vida é abundante!”, desafia.

A relação com a preservação ambiental é muito forte para ela. “Eu sinto que o ThetaHealing traz a consciência da unicidade, da gente ser um com o Todo. E quanto mais próxima dessa consciência expandida, mais em harmonia eu me sinto com tudo o que existe, com a natureza”, relata.

Consciência que se expressa em ações e escolhas cotidianas. “Então não vou usar alumínio na minha alimentação, sabão em pó que polui a água ... você começa a cuidar mais de você e, automaticamente, da Mãe Terra”, poetiza, ao nomear amorosamente nosso pequeno planeta azul, a quem ela também dedica sua alimentação vegetariana e seu consumo consciente. “Vamos manifestar essa nossa essência que é de amor, de saúde, de abundância!”, convida.

Ecologia profunda

Para quem acha que o discurso dos praticantes do ThetaHealing parece “hippie” demais, André Trigueiro faz coro em seu livro, por meio de palavras próprias e de alguns dos articulistas convidados, como o cientista, educador e ativista austríaco Fritjof Capra, autor de best-sellers internacionais como “O Tao da Física”.

“Esse entendimento mais amplo do que seja meio ambiente nos revela um universo apaixonante onde tudo está conectado, cada pequena parte constitui o todo e o conhecimento não é estanque. A percepção dessa visão ambiental mais abrangente nos insere num movimento virtuoso de construção da cidadania no seu sentido superlativo: a cidadania ecológica planetária, tão necessária e bem-vinda no século 21”, finaliza Trigueiro, em sua introdução.

Em seu artigo, o primeiro capítulo do livro, Capra se dedica à ecologia profunda, uma filosofia criada nos anos 1970 pelo norueguês Arne Naess. “A ecologia profunda reconhece o valor intrínseco de todos os seres vivos e encara o homem como apenas um dos filamentos da teia da vida”, esclarece o cientista.

“Em última análise, a consciência da ecologia profunda é uma consciência espiritual. Quando o conceito de espírito humano é entendido com o modo de consciência no qual o indivíduo se sente conectado ao cosmo como um todo, fica claro que a consciência ecológica é espiritual em sua essência mais profunda”, desmistifica.

Fonte: Seculo diário.

ALERJ

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