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Notícias ambientais - RMA98

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Notícias ambientais da RMA98

CO2 na atmosfera vai chegando a 410 ppm

A medida diária da concentração de CO2 na atmosfera feita no Observatório de Mauna Loa, Havaí, deve ultrapassar 410 ppm em março. E a média mensal de março deve quase chegar lá. As concentrações dependem bastante do local e da época do ano. No ano passado, ela chegou a ultrapassar a marca dos 410 ppm com uma mãozinha de um El Niño excepcionalmente forte. O que preocupa agora, é que a ultrapassagem deste limite vai ocorrer sem a ajuda de outro fenômeno climático, além do produzido pela humanidade. Lembremos que 450 ppm é considerado como o ponto sem retorno do aquecimento global.

Fonte: www.climatecentral.org/news/carbondioxide-410-ppm-21223

 


Fundo de pensão norueguês risca geradora brasileira de portfólio

Ontem o Banco da Noruega riscou dez companhias do fundo de pensão do governo. Faz parte do processo de se livrar de ativos fósseis e reduzir o risco de perda de investimentos por conta de políticas climáticas que vão desvalorizar os fósseis. Uma das empresas deletadas é a Eneva, que os alemães da E-ON arremataram de Eike Batista quando este quebrou. Ainda nos tempos do Eike, a então MPX construiu três grandes termelétricas a carvão mineral no Nordeste. Quando o império ‘X’ ruiu, a Eneva ficou com duas: Pecém II (365 MW) e Itaqui (360 MW) ambas rodando com carvão mineral importado da Colômbia. As duas estão operando desde 2013. Foi por conta do carvão que a Noruega tirou a Eneva da sua lista.

Em tempo: o Fundo norueguês tem participação em um monte de empresas de energia que operam no Brasil. Uma delas é a francesa Engie, dona de Jirau, e também dona de uma das maiores termelétricas a carvão mineral do Sul, o complexo Jorge Lacerda. Por enquanto a Engie não foi cortada do dinheiro norueguês. Outra que tem participação norueguesa é a EDP, portuguesa, que construiu Pecém I junto com Eike, também para queimar carvão colombiano, do qual agora é a única dona.

Fontes:

 


O gelo ártico pode sumir neste século

O gelo ártico pode sumir neste século

O máximo de extensão do gelo ártico acontece agora, em março, e o mínimo, em setembro. Neste ano, este máximo está competindo com 2015 e 2016 pela menor marca. Em menos de 40 anos, a extensão de gelo no verão caiu pela metade. Uma nova série de rodadas dos modelos climáticos indica que, mesmo se o mundo conseguir limitar o aquecimento global em 2°C, há 40% de chance de não termos mais gelo nenhum durante o verão ártico.

Fonte: www.reuters.com/article/us-climatechange-arctic-idUSKBN16D22X

 


Com pouca chuva, a bandeira vermelha deve voltar este ano

 No ano passado, choveu abaixo da média histórica e a previsão é a mesma para este ano. Resultado, os reservatórios estão menos cheios do que deveriam e o Operador Nacional do Sistema (ONS) elétrico já está ligando algumas térmicas e deve ter que ligar muito mais. Nas regiões de maior consumo de eletricidade, os reservatórios das usinas do Sudeste estão com 41% da sua capacidade e os do Nordeste com 22%. As represas do Sul e a de Tucuruí, no Norte, estão com mais de 50% de capacidade. A bandeira tarifária em março passou para amarela e deve ir para vermelha no meio do ano.

Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2017/03/06/chuvadecepciona-e-conta-de-luz-pode-ter-bandeira-vermelha-no-2-semestre.htm

 


Solar cresceu 33% em 2016

a Solar Power Europe, associação das empresas na cadeia de valor do solar fotovoltaico, disse que, em 2016 foram instalados mais 76 GW solares elevando o total instalado para 305 GW. Isto representa um aumento de 33% na capacidade total e, comparando com os 50GW que foram instalados em 2015, um aumento de 50% no ritmo de instalação. Ainda assim, a indústria ainda depende de uma mãozinha oficial na forma de subsídios ou redução da taxação para competir com os fósseis e, um dia, atingir a escala necessária para reduzir os preços a níveis que prescindam desta ajuda.

Fonte: www.theguardian.com/environment/2017/mar/07/solar-powergrowth-worldwide-us-china-uk-europe

 


Especialistas perplexos como robôs enviados para limpar site nuclear Fukushima continuam ‘morrendo’

Especialistas perplexos como robôs enviados para limpar site nuclear Fukushima continuam ‘morrendo’

A TEPCO, dona das ex-usinas de Fukushima (subsidiária da General Electric), não consegue colocar robôs dentro dos prédios para examinar a extensão dos danos do desastre de 2011. Apesar de mandar robôs cada vez mais resistentes à radiação, o último pifou depois de poucas horas dentro do prédio. Estima-se que a radiação lá dentro mataria uma pessoa em segundos. Refazendo a pergunta que não cala: a nuclear pode ser considerada segura se nem inventar uma máquina que aguente a radiação se consegue?

Fonte: www.independent.co.uk/news/world/robots-fukushima-nucleardisaster-dying-probe-clean-up-tepco-toshiba-reactor-nuclearradiation-a7612396.html#gallery

 


É preciso engajar a população mais do que os políticos

Um editorial da revista científica Nature Climate Change diz que, para proteger a ciência e as políticas baseadas na ciência, é preciso um engajamento maior da população do que dos políticos. Argumenta que instituições culturais e artísticas podem ajudar a fazer a ligação entre os dados da mudança do clima com a vida diária das pessoas. Falando sobre a Marcha pela Ciência programada para o Dia da Terra (22 de abril), um articulista do New York Times disse que os cientistas precisam falar mais e melhor com a população em geral: “precisamos mais contadores de histórias e não marchadores”. Este número da revista tem várias matérias sobre a comunicação entre a ciência climática e a população. Ainda não é o final de semana, mas fica a dica. Vejam o site www.carbonvisuals.com para novos jeitos de comunicar a mudança do clima.

Fonte: www.nature.com/nclimate/journal/v7/n3/full/nclimate3246.html

 


Banco Mundial apostando no armazenamento elétrico

Acaba de sair um relatório sobre o estado da arte e do mercado da armazenagem de eletricidade publicado pelo Departamento de Energia do EUA junto com dois braços do Banco Mundial, o IFC (International Finance Corporation) e o Esmap (Energy Sector Management Assistance Program). O que era bateria de celular e pequenos eletrodomésticos agora são estações de até 200 MW instaladas e operando. Estima-se que a capacidade total instalada de baterias chega a 5 GW e que deve passar de 80 GW na próxima década. Para comparar, 5 GW é pouco menos da metade da máxima de Belo Monte e 80 GW é 80% de toda a capacidade brasileira de geração de eletricidade. Mas o mercado não é só para as grandes estações. Os países em desenvolvimento têm visto o fotovoltaico se espraiar por aldeias, vilas e sítios onde a intermitência significa horas sem eletricidade. Baixar o custo da armazenagem, para estes casos, significa simplesmente luz e televisão à noite. O potencial de melhoria de qualidade de vida é imenso.

Fonte: goo.gl/n04eBg

 


Barcelona proíbe carros velhos

Na esteira de ações tomadas em cidades mundo afora para tirar espaço do carro, Barcelona decidiu que, a partir de 2019, carros com mais de 20 anos e caminhonetes com mais de 25 não poderão mais circular em dias úteis. O objetivo é reduzir 10% das emissões nos próximos cinco anos. A frota brasileira é bem mais jovem do que a europeia, pelo menos é o que diz um levantamento feito pelo Sindipeças no ano passado, por conta do crescimento das vendas desde 2002.

Fontes:

 


Mineração Belo Sun pode poluir mais que Mariana

O projeto da Belo Sun, segundo a matéria do estadão de hoje, prevê uma barragem para armazenar 96 milhões de metros cúbicos de rejeitos e uma operação que prevê acumular 35 milhões de m3 em 15 anos. Para comparar, o rompimento da represa do Fundão liberou 32 milhões de m3. Na Belo Sun os rejeitos terão coisas bem piores do que os rejeitos da mineração de ferro, como cianetos, arsênico, chumbo e mercúrio. A barragem vai ficar a 1,5 km da Volta Grande do Xingu, que, por conta da Usina de Belo Monte, vai ficar com um nível mínimo de água o ano todo. Só que o projeto da mineradora faz de conta que a usina não existe e que a vazão do Xingu será como sempre foi. Em caso de rompimento, a região mais próxima vai ficar brutalmente contaminada e só lentamente esta contaminação vai passar pelas 18 turbinas da Usina antes de seguir rumo ao norte. É para se desconfiar que os canadenses da mineradora pensem na Volta Grande como um segundo poço para seus rejeitos.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,garimpo-tera-mais-rejeitosque-mariana,70001689355

ALERJ

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