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Corrupção e meio ambiente

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Corrupção e meio ambiente

O grupo EBX é altamente dependente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES ), tanto de linhas de crédito como de participação acionária por meio do BNDESP ar, que é o braço de investimento do banco de fomento. Um investimento de 600 milhões de reais feito pelo banco em títulos de dívida da MPX Energia chegou a bater 880 milhões de reais em maio do ano passado, mas equivale hoje a 521 milhões de reais. Segundo o BNDES , o grupo EBX tem 9,1 bilhões de reais contratados junto ao banco.

FONTE : http://veja.abril.com.br/economia/bndesdiz-que-emprestou-r-104-bilhoes-ao-grupo-ebx/

Dono de uma carteira de projetos de grande porte com alto potencial de agressão ao meio ambiente, o empresário Eike Batista tem enfrentado uma série de contestações a seus empreendimentos Brasil afora. Levantamento feito pelo Estado, a partir de consultas a Ministérios Públicos Federais e Estaduais, mostra que as companhias X já acumulam pelo menos 33 inquéritos e ações civis públicas em nove Estados em que atuam ou estiveram presentes. A maior parte está ligada a contestações aos processos de licenciamento e a alegações de impactos no meio ambiente.

Entre os empreendimentos do bilionário, o complexo industrial do Porto do Açu, que a LLX está construindo em São João da Barra (RJ), é o campeão, com ao menos 13 investigações e duas ações. Porém, há imbróglios envolvendo OGX (óleo e gás), MPX (energia), MMX (mineração) e OSX (construção naval e offshore) nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Norte.

Com o crescimento do número de projetos de grande envergadura espalhados pelo País, a EBX passou a enfrentar um volume maior de problemas ligados à questão ambiental, a exemplo do que já acontece com grandes empresas como Petrobrás e Vale. O diagnóstico aponta causas diversas para os problemas enfrentados pelas gigantes no âmbito ambiental: desde falha das próprias empresas na fase de projeto a ineficiências no sistema de licenciamento brasileiro. “No caso de grandes obras no País, o que mais tem prejudicado é a questão de adequação do projeto. Isso tudo porque o Brasil tem cultura de conflito entre a engenharia e o meio ambiente”, explica o professor Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral.
www.saneamentobasico.com.br/portal/index.php/arquivo/eikebatista-enfrenta-processos-ambientais/

DE TRABALHO ESCRAVO A MARKETING AMBIENTAL: A FACE AGRÁRIA DE EIKE BATISTA
O empresário admitiu produzir carvão com madeira de desmatamento; construiu em terras indígenas e adquiriu centenas de imóveis rurais. Segundo Suyá Quintslr, em artigo acadêmico – durante doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – sobre os impactos do complexo portuário, as famílias no perímetro impactado desenvolviam a agricultura familiar e produziam alimentos como quiabo, pimentão e mandioca.

Ela conta que houve indício de irregularidades na desapropriação das áreas adquiridas pelo grupo EBX, nas fazendas Saco d’Antas e Caruara. “Há denúncias de problemas nas notificações dos agricultores e na negociação dos preços praticados nas indenizações, bem como do uso de violência nas desapropriações”, relatou, em 2014, nos Cadernos do Desenvolvimento Fluminense.

A pesquisadora também relatou intimidação por agentes de segurança contratados pela LLX e ações criminosas, “como o caso de agricultores que tiveram suas terras e lavouras invadidas e destruídas em pleno final de semana e no período noturno”. Suyá concluiu seu trabalho dizendo que o processo se repetiu em outros empreendimentos do grupo EBX.
http://racismoambiental.net.br/2017/02/01/de-trabalho-escravo-a-marketing-ambiental-a-face-agraria-de-eike-batista/

MMX DESTRUIU 70 GRUTAS EM IGARAPÉ COM ANUÊNCIA DE GESTORES DO GOVERNO DE MINAS, AFIRMA MP
O ex-secretário de Estado de Meio Ambiente Adriano Magalhães Chaves e três servidores foram denunciados pelo Ministério Público por suspeita de beneficiar a MMX Sudeste Mineração, empresa do grupo de Eike Batista que atua na região central de Minas. Chaves foi secretário na gestão Antonio Anastasia (PSDB) e chegou a ocupar o cargo de assessor especial quando o governador Alberto Pinto Coelho (PP) assumiu o Estado. Os quatro servidores foram exonerados.
http://noticias.r7.com/minas-gerais/ex-secretario-de-meio-ambiente-e-denunciado-por-beneficiar-empresa-de-eike-batista-em-minas-05062014

ALERJ

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