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O que nos move é o amor por uma causa, e não o amor pelo dinheiro

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O que nos move é o amor por uma causa, e não o amor pelo dinheiro - Por Vilmar Berna

Por Vilmar Sidnei Demamam Berna*

A Rebia (Rede Brasileira de Informação Ambiental) tem dado ‘sorte’, se é que este é o nome mais adequado para quem age com cuidado, ética e dentro da lei, obtendo recursos públicos e privados através de anúncios para a Revista e o Portal do Meio Ambiente, que são feitos por voluntários e distribuídos gratuitamente, como parte da missão pela democratização da informação socioambiental para contribuir na formação e no fortalecimento da cidadania ambiental planetária.

Por isso, a Rebia é constituída institucionalmente como organização não governamental sem fi ns lucrativos, e não como empresa, pois não busca lucro fi nanceiro em suas atividades, nem distribui dividendos ou mesmo paga salários aos seus membros, todos voluntários.

Sonhamos e agimos para construir um mundo melhor, ambientalmente sustentável, socialmente justo, pacífi co e democrático. Uma utopia, sem dúvida, mas é de utopias que é construída a realidade.

A Rebia escolheu seguir pequena diante do preço que ser grande exigiria, em acumpliciamentos e participação em negociatas. Colocamos o chapéu apenas até onde conseguimos alcançar, mesmo sabendo do preço a pagar: tiragens menores dos que as que deveriam ser, periodicidade constantemente ameaçada, e uma dura incapacidade fi nanceira de poder contratar e manter profissionais experientes que assegurariam muito melhor qualidade ao nosso trabalho.

Então, é com alegria e gratidão que assistimos o que nunca vimos antes, bandidos de colarinho branco que se consideravam acima da lei sendo denunciados, presos e tendo de devolver os bens e dinheiros roubados.

Entretanto, um alerta. No anseio de escaparem da cadeia e de manter parte do patrimônio que roubaram, bandidos prometem delações premiadas e entregam até a própria mãe para escapar, e então, os investigadores precisam ter muito cuidado para não comprometerem reputação de pessoas e organizações honestas, muitas delas tão vítimas desses bandidos quanto a população. Um único inocente prejudicado será o suficiente para enfraquecer toda a investigação e dar munição aos bandidos para criarem obstáculos aos investigadores.

E mais. É imperioso que se investigue para que serviram até aqui todos os fi scais do dinheiro público (cada deputado, cada vereador), todos os tribunais de contas, todo o Judiciário, em especial os ministérios públicos, todos os auditores, todos os sistemas de ética e controle contra desvio de dinheiro bancados pelo dinheiro público! Onde estiveram este tempo todo que não viram toda a roubalheira que corria solta bem embaixo de seus narizes?

No mínimo, deveria haver uma investigação sobre procedimentos e controles, uma vez que não funcionaram! Ou funcionaram muito mal, pelo menos contra os criminosos, por que contra os cidadãos comuns, pegos em algum deslize por esquecimento ou falta de prática na lida com a burocracia, a mão do Estado costuma ser pesada. Por exemplo, se um cidadão comum esquecer de informar uma receita recebida é multado em 150% sobre o que esqueceu de declarar, mas os bandidos de colarinho branco são anistiados e pagam apenas 30%.

Como assim? Não somos todos iguais perante a lei, segundo assegura a Constituição?

* escritor e jornalista, fundou a rebia - rede brasileira de informação ambiental (rebia.org.br), e edita deste janeiro de 1996 a revista do meio ambiente (que substituiu o Jornal do meio ambiente), e o Portal do meio ambiente (portaldomeioambiente.org.br). em 1999, recebeu no Japão o Prêmio global 500 da onU para o meio ambiente e, em 2003, o Prêmio verde das américas

ALERJ

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