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Morrem as ambientalistas Dora Hees de Negreiros e Magda Renner

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Morrem as ambientalistas Dora Hees de Negreiros e Magda Renner

Dora Hees de Negreiros, presidente de honra do Instituto Baía de Guanabara (IBG), morreu em 14 de novembro. Ela estava internada desde a madrugada com sintomas de gripe no Centro Hospitalar São Lucas, no bairro de Icaraí, em Niterói. No hospital ela precisou ser encaminhada para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) com infecção respiratória e faleceu pela manhã.

Engenheira química, ambientalista com longa trajetória em gestão ambiental exercida junto a órgãos governamentais do Rio de Janeiro, sendo fundadora da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) e do Instituto Baía de Guanabara (IBG), Dora dedicou a vida às causas ecológicas.

Amigos, parentes e autoridades de Niterói lamentaram o falecimento da ambientalista. O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, deixou uma mensagem de homenagem à Dora. “Conheço a Dora há muito anos, mas a convivência cresceu, principalmente, quando comecei com a militância a favor do meio ambiente, no final da década de 70. Ela me acompanhou em diversos trabalhos, era membro do conselho do Projeto Grael, e fará muita falta. Ela tinha uma experiência muito vasta, tanto em políticas públicas como em ações ambientalistas, e eu sempre a consultava durante a tomada de decisões em relação à Baía de Guanabara. Dora era leve, agradável, mas sempre firme em suas decisões e convicções”, declarou.

Dora participou como palestrante do Seminário Meio Ambiente e Sustentabilidade, promovido pelo Grupo Fluminense Multimídia, no dia 9 de novembro de 2015. O tema principal do evento foi a escassez de recursos hídricos e a despoluição da Baía de Guanabara.

MAGDA RENNER
Faleceu no dia 11/10, em Porto Alegre, a ativista ambiental Magda Renner, aos 90 anos de idade. Magda começou a atuar na luta ambiental em 1972, após conhecer José Lutzenberger. Atuava junto à Ação Democrática Feminina Gaúcha. A ADFG voltou-se fortemente à luta ambiental criticando fortemente as políticas de desenvolvimento adotadas sem sustentação ecológica ou social.

O escritório da ADFG em Porto Alegre transformou-se em centro de articulação nacional e mundial. Com Giselda Castro como vice-presidente, a ADFG se tornou o braço brasileiro da Friends of the Earth (Amigos da Terra). A organização internacional de proteção ao Meio Ambiente tem representações em mais de 70 países. A partir de então, as duas percorreram o mundo em conferências internacionais, na ONU e no Banco Mundial.

Em entrevista de 2003, a amiga Giselda Castro, uma das fundadoras da ADFG, que morreu em 2012, descreveu a ecologista como “uma mulher discreta e reservada, mas que se transformava quando pegava um megafone. ” Paulo Nuhrich afirmou que com a morte de Magda Renner, que se acrescenta às de José Lutzenberger, Hilda Zimmermann, Giselda Escosteguy Castro, Flavio Lewgoy e Augusto Carneiro, fecha-se um tempo que não voltará mais. Lembrou que em 1982, quando trabalhava com o deputado estadual Antenor Ferrari, autor da lei dos Agrotóxicos (7747/82), as três, Magda, Giselda e a Hilda, eram sempre as primeiras a chegar às dezenas de reuniões, afora os contatos feitos durante todo o tempo, que culminaram na lei.

Diagnosticada com Alzheimer havia 13 anos, deixa os filhos Telma, Felicitas, Cristiano e Mathias, nove netos e sete bisnetos.

Fonte: O Fluminense e Sul21.


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