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Coleta Seletiva ainda é um desafio

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957A coleta seletiva é realizada hoje em 1.055 municípios brasileiros. Esse número representa um aumento de 13,8% em relação a 2014, ano-prazo para o cumprimento efetivo da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) com o fim dos lixões. A revelação é da décima edição da pesquisa Ciclosoft, divulgada no fim de junho pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre).

Realizada desde 1994, a pesquisa tem seus dados atualizados a cada dois anos, o que permite acompanhar, de perto, o que acontece com o sistema em todo o País, não apenas em relação à existência ou não da coleta seletiva, mas também no que diz respeito aos modelos empregados, à composição gravimétrica dos recicláveis e à comparação dos custos da coleta seletiva e da convencional, entre outras informações.

“A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, determina que todos os municípios brasileiros ofereçam a coleta seletiva à sua população. O histórico das edições da nossa pesquisa Ciclosoft mostra um claro engajamento dos municípios após a aprovação da Política. O aumento nesses seis anos foi de 138%, mas o fato é que, mesmo assim, apenas 18% das cidades disponibilizam o sistema”, analisa Victor Bicca, presidente do Cempre.

A Ciclosoft 2016 confirma a concentração do serviço nas regiões Sudeste e Sul que, juntas, somam 81% dos municípios com coleta seletiva. “Um dado interessante é que as regiões metropolitanas das 12 principais capitais brasileiras, que congregam cerca de 130 municípios, representam quase 40% dos resíduos gerados no País.

O desafio é que essas cidades efetivem seus sistemas de coleta seletiva, pois isso resultaria em um grande impulso para a destinação correta dos materiais recicláveis no Brasil e teria um alto poder de influenciar a efetiva expansão do sistema”, destaca Bicca. As cidades são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador.

Atrelados à expansão da coleta seletiva, estão benefícios, como o encerramento dos lixões, a implantação e uso racional de aterros sanitários, a reintrodução dos recicláveis na cadeia produtiva e a inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas como agentes da coleta.

Com abrangência nacional, a Ciclosoft obtém seus dados por meio de questionários enviados às prefeituras e visitas técnicas. A participação é aberta e voluntária.

Conheça, a seguir, as principais informações consolidadas pela Ciclosoft 2016.

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Mix de estratégias

Os programas de maior êxito são aqueles em que há uma combinação de diferentes modelos de coleta seletiva:

• A maior parte dos municípios opera o sistema por meio de PEVs (54%) e cooperativas (54%)

• A coleta porta a porta precisa de maior atenção dos gestores municipais (29%)

A operacionalização do sistema

A coleta pode ser realizada por mais de um agente executor:

• Contratação de empresas particulares – 67%

• A própria Prefeitura – 51%

• Cooperativas de catadores – 44%

É bem amplo o tipo de suporte dado às cooperativas e pode abranger equipamentos, galpões de triagem, ajuda de custo para despesas com água e energia elétrica, caminhões (incluindo combustível), capacitações e investimentos na divulgação da coleta e em educação ambiental.

Os municípios que desejarem participar da Ciclosoft 2018 podem enviar sua solicitação para o email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Os dados completos da pesquisa Ciclosoft desde 2004 estão disponíveis no site do Cempre.

 

Fonte: Cempre

ALERJ

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