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O zoológico mais triste do mundo

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É necessária uma ação urgente para ajudar os animais que estão definhando no “zoológico mais triste do mundo”

Por Kate Good / Tradução de Luciane Sarti

A vida em cativeiro não é uma vida de verdade para os animais selvagens. Embora se faça o máximo para replicar o ambiente natural desses seres, nada se compara ao estímulo físico e mental da vida no habitat de origem. Essa foi uma lição aprendida de forma dolorosa com a morte de Arturo, o urso polar que passou a maior parte da vida definhando em um zoológico na Argentina. Arturo foi considerado o urso polar “mais triste do mundo”, mas parece que outro urso mantido em cativeiro tomou seu lugar.

O Grandview Aquarium foi inaugurado em um shopping center da cidade de Guangzhou, na China, em janeiro de 2016 e, apenas alguns meses depois, ele foi considerado “o zoológico mais triste do mundo”. Entre os animais  desta atração estão dois híbridos de urso polar com pardo, seis jovens baleias beluga e cinco filhotes de morsa. Imagens dos animais aparentando estar doentes  em recintos pequenos, privados de qualquer forma de entretenimento ou desenvolvimento, rapidamente circularam na mídia. Em resposta, a organização de resgate e bem-estar animal, Animals Asia, iniciou uma campanha para fechar o aquário e proporcionar aos animais o cuidado que eles merecem. Infelizmente, o Grandview Aquarium permanece aberto.

Olhando para os animais deste estabelecimento, não há como não questionar como alguém pode achar que isso é “entretenimento”?

952-bFotos: Animais da Ásia.

O urso polar mantido no zoológico pode ser facilmente descrito como o “novo” urso polar mais triste do mundo, um título que esperávamos que tivesse sido extinto com a morte de Arturo.

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A Animals Asia escreveu, “Preso no meio de um shopping center da China – seu pelo branco contrastando com o ambiente azul artificial do qual não deseja fazer parte –, este pobre urso polar não tem para onde ir. Nenhum lugar para se esconder das pessoas que tiram fotos, batendo nas janelas e gritando. Nenhum elemento natural, nenhuma tentativa de criar um ambiente que atenda às necessidades do animal: deixe para lá este ser enorme e magnífico”.

Os ursos polares estão ameaçados de extinção em seu habitat, graças amplamente à ação do homem, e não parece que este estabelecimento tenha ao menos tentado oferecer ao pobre urso qualquer elemento de um ambiente natural. Nunca pensamos que iríamos dizer isso, mas PELO MENOS Arturo tinha uma piscina.

O que é possível fazer!

A verdade é que, nenhum desses animais pertence ao cativeiro e todos nós temos o poder de colocar um fim nesta exploração e crueldade. Os zoológicos e outros estabelecimentos que lucram com animais em cativeiro só podem ser mantidos se venderem ingressos. Quando pararmos de pagar para ver animais em cativeiro, essa crueldade pode acabar.

No entanto, nem tudo está perdido para esses animais. A Animals Asia foi chamada pelos proprietários do Grandview para dar conselhos sobre as condições dos animais. David Neale, diretor da Animals Asia, explica que a organização trabalhou com outros estabelecimentos de maneira semelhante e eventualmente as convenceu de fecharem as portas e liberarem os animais para santuários. No momento, parece que o Grandview não tem intenção de fechar devido à grande procura do público. Sabendo disso, a Animals Asia está trabalhando para atender às necessidades básicas desses animais em cativeiro e continuará pressionando o estabelecimento e o público para acabar com esta atração. Isso só acontecerá se as pessoas pararem de pagar para ver os animais. Tendo isso em mente, podemos ajudar compartilhando este artigo amplamente para desencorajar os visitantes do Grandview Aquarium. Você também pode agir assinando a petição da Animals Asia para fechar o aquário.

Não há motivos para um animal ser considerado o “mais triste do mundo” por nossa causa.

Fonte: One Green Planet.

ALERJ

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