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Oposição ao fracking se multiplica no Brasil

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Protesto do Não Fracking Brasil no 13º Leilão da ANP. Foto: Paulo S. Lima

SÃO PAULO – A Justiça Federal acaba de declarar a proibição do uso do fraturamento hidráulico (fracking) na extração de combustíveis fósseis no estado de Alagoas. Depois do Piauí, São Paulo, Acre e Paraná, o Alagoas se tornou o quinto estado brasileiro a proibir o fracking em seu território.

Esta sentença é o resultado dos esforços da Coalizão Não Fracking Brasil para chamar a atenção da opiniãopública e apoiar o Ministério Público Estadual no processo contra a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), para barrar a exploração do gás de xisto e o leilão de novos blocos.

A coalizão organizou vários encontros, audiências públicas e ações de conscientização para engajar as comunidades e os governos locais no movimento para impedir o uso do fracking e manter as comunidades brasileiras, meio ambiente e recursos hídricos essenciais à salvo dos riscos que esta tecnologia representa.

Oitenta prefeituras se comprometeram a lutar contra o fracking, e 56 cidades já alcançaram a proibição através de ações legais locais.

“Esta é uma luta que podemos vencer”, afirma Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil e parte da Coalizão Não Fracking Brasil. “Junto com governantes e comunidades locais, estamos vencendo e vamos derrotar a indústria dos combustíveis fósseis”.

A Coalizão Não Fracking Brasil, ao lado de comunidades e parceiros locais, está se preparando para participar da onda global de ações “Liberte-se dos Combustíveis Fósseis”, que acontecerá em maio. Mobilizações estão previstas para acontecer nos estados do Acre, Ceará, Espírito Santo e Paraná, e vão ressaltar os impactos das políticas extrativistas do país, incluindo a exploração de petróleo e gás, o fracking e a mineração. As ações também chamarão a atenção para o grande potencial que os recursos naturais brasileiros oferecem para gerar energia limpa, preservar nossas florestas e evitar os piores impactos das mudanças climáticas.


Fonte: 350.org.

ALERJ

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