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As olimpíadas estão aí

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Bom momento para refletirmos sobre nossos limites e sonhos de superioridade

Por Vilmar sidnei Demamam Berna*

As olimpíadas estão aí. Bom momento para refl etirmos sobre nossos limites e nossos sonhos de suoerioridade. O planeta, a vida,
está pre- cisando mesmo cultuar valores de superheróis que não só não se conformam em viver no limite como anseiam e lutam por ultrapassá-lo?

Um exemplo está em esportes que estimulam a competição desmedida, que premiam campeões que levam o ser humano aos seus limites, corridas de carros, etc. Tais valores motivam a sociedade a achar legal respeitar limites, ser menos competitiva, menos individualista, mais respeitadora dos limites da natureza? Acho que não.

Vejo mais, vejo idosos recusando os limites do próprio envelhecimento e cultuando valores de quando eram jovens e tinham performances próprias dos jovens. Vejo canções, como o sucesso da Anitta, “não pára, não pára, não pára não”, e da-lhe viagra que, surpreendentemente é bastante consumido entre os jovens, para que suas performances sexuais desconheçam pausas!

Antes de agirmos, nosso coração e nossa mente precisa estar repleta de ideias, de sonhos, de valores, de informações, de motivações. Nossos gestos concretos são apenas a ponta do iceberg.

QUE IDÉIAS E VALOR SÃO ESSES QUE NOS MOTIVAM? 

Já estamos usando os recursos do Planeta mais de 30% de sua capacidade natural de se regenerar e a ordem é “ não pára, não para, não para não”!

Em vez dos esportes de competição, por que não valorizar os de cooperação, que diminuam o ego, o individualismo, em vez de promove-lo!

Sempre haverá competição, claro, por que é intrínseco à natureza humana, assim como também é a cooperação. E numa sociedade como a nossa, diante dos desafi os globais que ameaçam a própria espécie humana, parece mais prudente estimular valores e atividades que promovam a cooperação entre os indivíduos, as organizações, as nações, em vez de fabricar heróis e campeões que podem até ir e chegar mais rápido, sozinhos, quando o que precisamos, enquando civilização mesmo, é chegar juntos e mais longe.

Os esportes de competição estão contribuindo para a formação de cidadãos mais críticos e cooperativos? Quando foi que perdemos o prazer da participação, da brincadeira, sem obrigação de apresentar
resultados crescentes?

Quando foi que perdemos o prazer do contato com a natureza e elegemos o passeio no shopping como o melhor entretenimento para a  famí-lia, para os casais?

Não é à toa que vivemos numa sociedade competitiva, cada vez mais desigual, cada vez mais individualista, materialista, onde os lucros crescentes e gigantescos são troféus erguidos com orgulho por uns poucos que se acham “vencedores” e que, em vez de serem criticados em suas ganâncias,v são eleitos como líderes a serem seguidos!

Que pena que são tão poucos os que se importam, enquanto a maioria aplaude alegremente.

* Escritor e jornalista, fundou a Rebia - Rede Brasileira de Informação Ambiental (rebia.org.br), e edita deste janeiro de 1996 a Revista do Meio Ambiente (que substituiu o Jornal do Meio Ambiente), e o Portal do Meio Ambiente (portaldomeioambiente.org.br). Em 1999, recebeu no Japão o Prêmio Global 500 da ONU para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio Verde das Américas.

ALERJ

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