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Sarney Filho defende propostas concretas para o Brasil na COP 21

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O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV/MA), defende que o governo brasileiro apresente proposta na 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP 21 em Paris que não represente apenas a continuidade da política de redução dos gases do efeito estufa. O deputado disse ainda que não aceita a decisão da COP 20 no Peru, de que apenas as 37 nações industrializadas tenham metas obrigatórias de redução, enquanto os demais países, entre eles o Brasil, tenham metas voluntárias e facilmente alteráveis.

“Não podemos mais fazer apelo ao discurso deb vitimização que procura evitar que países em desenvolvimento com grandes emissões de gases do efeito estufa, como Brasil e China, cumpram metas a partir da COP 21”, afirmou. Para o deputado, a situação é grave e urgente diante das mudanças climáticas e, por isso, cada país deve esforçar-se para buscar alcançar o limite de redução de suas emissões.

“O Brasil não deve entregar o discurso de que fez o dever de casa, cumpriu e superou metas anteriores, e, por isso, teria gordura para queimar, podendo se permitir um combate dos gases inferior a seu potencial”, ressaltou Sarney Filho, que criticou ainda a aprovação da Lei de Biodiversidade e manobras permanentes com a tentativa de votação do projeto de decreto legislativo (PDC), que susta a Instrução Normativa da Funai, que transfere para o Ibama o licenciamento de empreendimentos potencialmente poluentes em áreas indígenas. È necessário que a sociedade civil cobre de cada parlamentar as posições tomadas no Congresso Nacional.

Posição semelhante foi sustentada pelo exdeputado Fabio Feldmann, que com o deputado Sarney Filho, participou da elaboração do capítulo do meio ambiente da Constituição de 1988. “O Brasil nas últimas décadas tem sido grande emissor de gases com os desmatamentos e queimadas na Amazônia, porém, agora os desmatamentos começam a reduzir, mas, por outro lado, outras atividades econômicas no país têm sido cada vez mais poluentes”, relatou Feldmann.

Para o especialista em clima, o grande desafio da COP 21 será discutir e estabelecer metas para um novo modelo de governança em um momento em que o mundo parte para políticas de baixo consumo de carbono diante da gravidade dos problemas causados pelas mudanças climáticas.

ALERJ

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