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Onde está todo mundo?

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O mundo ambiental acabou e foi só eu que não vi? Será?

Por Vilmar Sidnei Demamam Berna*

Mais do que nunca as raposas – (peço desculpas às raposas, que agem pela sua natureza, em compará-las aqui com empresas irresponsáveis socioambientalmente e comprometida apenas com seus lucros) – recebem do responsável por licenciar as atividades de impacto ambiental – (o governo, no caso aqui, Presidência da República, Ministra do Meio Ambiente, Presidenta do Ibama e seus diretores – o inimigo ambiental está entre nós, falam a mesma língua, vestem e se comportam da mesma maneira, mas estão à serviço dos interesses privados e não do interesse público) –, as chaves do galinheiro do licenciamento ambiental para:

1) passar por cima de decisões técnicas que contrariam seus interesses econômicos e políticos, para flexibilizar e facilitar o licenciamento entregando as galinhas ambientais às raposas;

2) manipularem o que deve e o que não deve ser objeto de estudo de impacto ambiental, excluindo da análise estudos que não interessem aos seus negócios e políticas, sob argumentos “técnicos” fajutos;

3) manipular a informação que chega à população impactada pelo projeto de forma que só tomem conhecimento dos fatos quando não há mais possibilidade de se articularem e, ainda, em manipular essa informação travestindo danos ambientais em falsos “benefícios” para a população;

4) proibir que os que tem um olho numa terra de cegos (os analistas e técnicos ambientais responsáveis por analisar os estudos) não possam trocar informações entre seus próprios órgãos a cerca dos impactos ambientais e menos ainda para as ONGs e sociedade, e retirar destes técnicos qualquer poder de polícia para intervir quando constatam infrações por parte dos empreendedores nos casos das licenças que analisaram.

Isso e muito mais. Leiam a nota corajosa e esclarecedora da Asibama/RJ (Associação dos Servidores Federais da Área Ambiental no Estado do Rio de Janeiro), que publicamos em parte nas páginas 28 e 29 desta edição.

E, enquanto nossas galinhas ambientais (baleias, lagostas, pescado e demais animais marinhos, praias, vida e sobrevivência dos pescadores, etc) são entregues de mãos beijadas às raposas que as querem trucidar.

* Escritor e jornalista, fundou a Rebia - Rede Brasileira de Informação Ambiental (rebia.org.br), e edita deste janeiro de 1996 a Revista do Meio Ambiente (que substituiu o Jornal do Meio Ambiente), e o Portal do Meio Ambiente (portaldomeioambiente.org.br). Em 1999, recebeu no Japão o Prêmio Global 500 da ONU para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio Verde das Américas

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