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Presentes para a biodiversidade fluminense

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Na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente o Estado do Rio de Janeiro ganha novo atlas sobre suas unidades de conservação e Governo autoriza criação de refúgios da vida silvestre

O governador Luiz Fernando Pezão e o secretário do Ambiente, André Corrêa, assinaram em 3/6, no Palácio Guanabara, o decreto que autoriza a criação dos primeiros Refúgios da Vida Silvestre (RVS). Situado às margens do Rio Paraíba do Sul, a área de 12 mil hectares vai contribuir para a segurança hídrica do estado, já que o rio é responsável pelo abastecimento de grande parte da população, incluindo a Região Metropolitana. Durante o evento, foi lançado o Atlas das Unidades de Conservação do Estado do Rio de Janeiro, que reúne informações e mapas georreferenciados de todas as unidades de conservação estaduais e federais.

“Queremos realizar o sonho de ver nossas nascentes como um grande corredor verde com o reflorestamento das margens dos rios, especialmente as do Paraíba, que é responsável por fornecer grande parte de água que bebemos e tomamos banho. Temos que cuidar muito bem dela e preservar cada vez mais”, afirmou Pezão.

A área de preservação abrange 13 municípios do Médio Paraíba, a maioria dos quais não conta com unidades de conservação em seus limites: Três Rios, Paraíba do Sul, Rio das Flores, Vassouras, Valença, Barra do Piraí, Pinheiral, Volta Redonda, Barra Mansa, Quatis, Porto Real, Resende e Itatiaia.

O RVS do Paraíba do Sul também será fundamental para a preservação e reprodução de espécies ameaçadas de extinção, como o cágadodo-paraíba (Mesoclemmys hogei) e o surubim-doparaíba (Steindachneridion parahybae). Ambas constam nas listas vermelhas da União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN), do Ministério do Meio Ambiente e do governo estadual.

“Há alguns anos, o Rio era o campeão nacional de desmatamento e hoje é um dos estados que menos desmata. Continuamos no desafio de evitar o desmatamento e proteger a água. Vamos aumentar em oito vezes a área do Parque Municipal do Açude da Concórdia, em Valença, uma das maiores áreas de manancial do Rio Paraíba do Sul. Hoje, são 804 hectares que passarão a ser 6,8 mil. Essas medidas estão dentro de um conceito maior, do Pacto pela Água”, afirmou o secretário do Ambiente, André Corrêa.

676-2O secretário lembrou que está sendo firmada uma parceria com o SOS Mata Atlântica para cooperação técnica nas ações previstas para a região, como a criação do refúgio e a ampliação do parque, além de ações de restauração florestal.

O novo Atlas das Unidades de Conservação é uma edição revista, ampliada e bilíngue da publicação lançada em 2000. São 172 páginas com informações e mapas atualizados de todas as unidades de conservação estaduais e federais. Atualmente, existem 33 unidades estaduais, totalizando 450 mil hectares de florestas, incluindo restingas, manguezais e praias. Já as unidades de conservação federais protegem 950 mil hectares. Somadas às unidades municipais, que reúnem 100 mil hectares, o estado conta com 34% do seu território sob proteção.

Nos últimos 10 anos, o Governo do Estado mais do que dobrou a superfície protegida. Em 2006, eram 27 unidades de conservação estaduais, que totalizavam 120 mil hectares.

“O Atlas vem preservar a memória do Inea e do estado. Temos belezas incríveis que precisavam ser eternizadas em um documento. E esse é um dos objetivos do material”, explicou André Corrêa.

O presidente do Inea, Marco Aurélio Porto, aproveitou para anunciar a inauguração ainda este mês da sede do Parque Estadual da Pedra Selada, no Médio Paraíba

“Vamos aproveitar as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.n Além do Parque da Pedra Selada, vamos inaugurar também a sede do Parque Estadual Cunhambebe, prevista para agosto”, adiantou Porto.


ALERJ

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