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Rio Paraíba do Sul

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632Hoje completei a visita oficial a 7 dos 22 municípios da Região do Baixo Paraíba do Sul, abrangidos pela SUPBAP-INEA, da qual estou superintendente há uma semana

Por Fernando Guida

É de impressionar como há gente desconectada com as responsabilidades ambientais no NE do RJ. Loucos, desviam cursos de rios, constroem e destroem por conta própria, sem qualquer orientação, colocando em risco ambientes vizinhos, invadem áreas nobres de proteção ambiental, desmatam onde bem entendem, enfim, a quantidade de problemas e processos gerados – muitas vezes por gente estúpida, gente hipócrita, que tem grana e posição social – é muito maior do que a capacidade de qualquer órgão ambiental do Mundo para controlar a situação.

Fui propor a cada prefeito destas cidades parceria para enfrentarmos juntos e mais rapidamente os problemas, mas encontrei 5 dos 7 municípios em situação terrível, em quase todos os sentidos.

Os municípios precisam imensa e imediatamente de ajuda, de toda ordem, venha de onde vier.

Caso contrário, não sei aonde vamos parar com esta centralizado exagerada e e ineficaz
em Brasília, que coloca os prefeitos constantemente em situações constrangedoras, com o “pires na mão”.

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É emergência!

Sabemos que o Estado ainda precisa reequilibrar suas contas, que o cobertor é curto, mas temos que e vamos buscar todas as formas possíveis para ajudar.

Buscaremos colaborar na formulação de projetos para tentativas de captação de recursos, insistiremos com órgãos federais e cobraremos muito mais colaboração e prática de responsabilidade socioambiental das empresas privadas.

A mobilização tem que ser geral!

Ainda há água na região para ser compartilhada. Ainda há reservas naturais exuberantes. A gente é, em sua esmagadora maioria, de bem, trabalhadora, honesta. Os prefeitos com quem estive, todos, estão dando o máximo de si e animando suas equipes (que ganham muito mal, trabalham com mínima infraestrutura e pouco têm oportunidade de se atualizarem) a se superarem.

Não há o que esconder: a situação socioambiental do NE fluminense inspira muito mais cuidados do que se imagina de longe, usufruindo confortavelmente da água, das frutas, carne, laticínios, minério, turismo, enfim, de tudo que se produz na região a duríssimas penas.

Por sorte, os membros do MP estão direto, colaborando. Tenho também visitado alguns, para melhorar nosso entrosamento e atendermos melhor e mais rapidamente os empresários e a população em geral, e as reuniões têm sido bem frutíferas.

Mas falta muito mais participação de empresas, e não é distribuindo cesta básica ou promovendo ações pontuais.

A região precisa do comprometimento empresarial, da parceria total com os poderes públicos, de práticas efetivas e eficientes de responsabilidade socioambiental, de primeiro mundo, de Século XXI.

Chega de posturas ultrapassadas!

Temos que animar os moradores a que se informem mais, participem mais da vida das cidades, também. Há um marasmo no ar...

A veia grossa que corta a região é o Rio Paraíba do Sul, que serve, enquanto vivo, direta ou indiretamente, a quem vive perto ou longe dele.

As mãos de todos nós precisam estar à obra!

É mais do que o momento de se tomar iniciativas, arregaçar as mangas e de onde estiver, investir tempo e dinheiro na região. Precisamos, todos, do Paraíba muito vivo!

ALERJ

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