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Vazamento de óleo da Transpetro detona Angra dos Reis

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Petrobras omite informações sobre vazamentos em operações ship-to-ship

Por João Lara Mesquita

Eu preveni, faz muito pouco tempo, quando visitei a ESEC de Tamoios. Nossa falida Petrobras, dilapidada desde o início do Governo PT, está quebrada. Além das falcatruas, a empresa está sem rumo, sem direção. Mais recentemente falei dos 120 vazamentos de óleo da área do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. Como informo na matéria, a sede do Parque foi paga pela Petrobras como compensação ambiental depois de 120 vazamentos de petróleo. Eu disse 120 vazamentos! Pode? No braziu da Dilma e dos Petralhas, pode, desde que a empresa, totalmente aparelhada por políticos corruptos em vez de técnicos especializados, continue cobrando propina para financiar o megalomaníaco projeto de poder do PT.

Operação arriscada

No caso de Angra fiz questão de explicar a arriscada operação conhecida como “ship to ship”, ou seja, a transferência de óleo cru do pré-sal de um navio para outro. E expliquei: “dois navios param no meio da baía, a contrabordo um do outro, para a transferência de óleo. Um descuido e toda a baía pode ser contaminada. Num dos passeios que fizemos, a bordo da lancha da ESEC, assistimos, com frio na barriga, mais uma operação deste tipo.”

O acidente aconteceu dia 16 de março, bem antes que eu imaginava. Pior: a empresa omitiu informações (não é a primeira vez) ao Inea, Instituto Estadual do Ambiente, do Rio de Janeiro, declarando que o vazamento seria de apenas 560 litros de óleo. Por isso seria multada em 2,38 milhões de reais.

Post do Mar Sem Fim alertou sobre o risco

Na matéria que fiz para 0 site Mar sem Fim fotografei a operação. No dia 18 de março descobriu-se a mentira. Uma equipe do Inea sobrevoou a área e descobriu que “a extensão da mancha é muito maior, o que leva a crer que a empresa omitiu informações”, por isso a multa passou dos 2,38 milhões, para 50 milhões de reais.

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Estou tentando uma entrevista com Régis Pinto Lima, chefe da ESEC de Tamoios com quem estive recentemente, e que nos mostrou a arrasadíssima operação de transferência de óleo cru do pré-sal, conhecida como ship-to-ship.

Mancha de óleo se espalha para 30 quilômetros

No dia 23 de março, liguei para a sede da UC e perguntei sobre o vazamento. Sugeriram que eu procurasse Leonardo Flach, do Instituto Boto-cinza.

Conversei com Leonardo. Ele não acredita que o vazamento possa ser de apenas 560 litros de óleo cru, conforme informação inicial da Transpetro. Leonardo contou que a mancha já se espalhou para 30 quilômetros do ponto inicial do acidente, missão quase impossível para um vazamento de apenas 560 litros. Disse ainda que 48 horas após o acidente, “não havia ninguém fazendo contenção apesar de serem avisados”. O Ministério Público Federal entrou com ação para saber quem autorizou a operação ship-to-ship.

Transpetro envolvida na operação Lava Jato

Em tempo: a Transpetro, subsidiária da Petrobras, também esta envolvida no esquema Lava Jato. Seu diretor, Sérgio Machado, foi citado pelo ex-diretor (da Petrobras) Paulo Roberto Costa em acordo de delação premiada. Um dia depois do afastamento de Graça Foster, Machado pediu demissão. É nisso que dá o aparelhamento praticado pelos PeTralhas. Também lamentáveis os jornais de São Paulo, que sequer mencionaram o acidente. Uma rápida pesquisa no Google, e você verá a quantidade de matérias publicadas pelos jornais do Rio, balém da ação do Ibama, e das ONGs locais.

 

Fonte: Mar sem fim.


Site do Ibama confirma a operação ship-toship que gerou o despejo de óleo na baía. Veja as consequências do desastre em: 
http://marsemfim.com.br/vazamento-deoleo-detona-angra-dos-reis/#video


 

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